terça-feira, 29 de julho de 2014
Tendências do mercado editorial 2014 - Business Club/ Frankfurter Buchmesse
Há mais ou menos duas semanas
recebi por e-mail, via comunidade "Frankfurter Buchmesser" (Feira do
Livro de Frankfurt) do LinkedIn, um relatório feito por Rüdiger Wischenbart, do Business Club, um grupo
ligado à Feira de Frankfurt, com as tendências em
publicação de 2014.
Para acessar o relatório completo (em inglês), clique aqui. É preciso preencher alguns dados, enviam um e-mail de confirmação por e-mail e depois é só baixar o arquivo.
A leitura vale a pena para se ter uma ideia do contexto do mercado editorial mundial atual e quais os desafios que vêm pela frente. É interessante também porque o autor detalhou um pouco o que está acontecendo no mercado editorial em países emergentes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).
Compartilho abaixo algumas informações interessantes.
Considerando a indústria do entretenimento, o mercado de livros ocupa o primeiro lugar em relação a vendas - considerando livros de educação e "STM" (sigla, em inglês, para Ciência, Tecnologia e Medicina/Saúde).
Em economias emergentes, o mercado de livros e de publicação tem crescido nos últimos vinte anos. Nesse tempo, a China se tornou o segundo maior mercado de livros, atrás apenas dos Estados Unidos. O Brasil ocupa a nona posição.
Mapeamento do tamanho do mercado e a publicação de novos títulos relacionada ao PIB per capita nos 23 maiores mercados editoriais mundiais:
[Clique duas vezes no quadro para aumentá-lo]
O mercado ainda é dominado por poucos países, principalmente europeus e de linhagem anglo-saxônica, Japão e Coreia. É interessante notar que a Noruega aparece no mapa acima como um dos países que mais lançam livros por ano e onde as pessoas gastam mais com livros, mas isso ocorre porque o governo destina os lucros de óleo extraído no Mar do Norte para financiar a cultura do país.
Wischenbart afirma que é bastante improvável que leitores em países como Índia e Indonésia tenham uma livraria em cada esquina, assim como o crescente número de leitores em São Paulo, Beijing ou Guadalahara fique esperando que centros de distribuição de livros impressos se desenvolvam ou que esses leitores descubram novos títulos em resenhas de livros em jornais e revistas impressos. O mais provável é que, cada vez mais, para contornar a dificuldade de acesso aos livros e também o alto custo deles, leitores busquem alternativas digitais - ou seja, a tendência é que a leitura se expanda por meio de smartphones e tablets (que provavelmente ficarão cada vez mais baratos).
Ainda segundo o informativo, os leitores estão adotando mais a leitura de e-books, sendo essa tendência liderada pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, o que provavelmente resultará na necessidade de editoras se unirem a empresas de comunicação e tecnologia para que seus livros tenham visibilidade e sejam melhor distribuídos.
A seção em que Wischenbart fala sobre os países do BRIC é especialmente interessante. Ele faz uma breve análise da situação atual do mercado editorial nesses países em crescimento econômico, o que se reflete no interesse e na busca da emergente classe média por educação (e livros).
Brasil: há empresas estrangeiras investindo no país; a Amazon, que abriu uma loja virtual por aqui em 2012, mostrou interesse em participar de licitações para venda de livros didáticos para o governo, uma vez que tablets foram distribuídos para professores (e talvez daqui um tempo os alunos de escolas públicas também recebam o aparelho). Carlo Carrenho, da Publishnews, afirma que os editores precisam entender melhor seus consumidores, melhorar práticas profissionais, ter mais ofertas de conteúdo digital e modelos de negócios mais modernos se quiserem alcançar o "novo consumidor brasileiro" e aumentar sua participação no mercado.
Rússia: tem problemas de distribuição de livros físicos por conta do tamanho do país e também com pirataria de e-books; por conta da crise econômica, a maior distribuidora de livros do país faliu em 2012.
Índia: assim como no Brasil, há empresas estrangeiras investindo no país e o mercado também está sendo impulsionado pelo interesse das pessoas em educação; a autopublicação está ganhando cada vez mais importância, liderada pela Amazon; apesar de a compra de tablets e smartphones ter diminuído, os e-books estão em alta.
China: de acordo com fontes do governo chinês, a China é o segundo maior mercado de livros em tamanho, perdendo apenas para os Estados Unidos e vem mostrando um crescimento contínuo; a publicação de livros digitais é focada na educação; a publicação e leitura de livros digitais estão atreladas ao acesso do consumidor a tablets e smartphones e também ao rápido aumento do e-commerce.
A venda de e-books tem se tornado bastante rentável, ao menos para os grupos editoriais maiores, como Penguin Random House, Hachette, HarperCollins, Mcmillan e Simon & Schuster. O autor reconhece que é mais difícil levantar dados sobre e-books, mas chegou aos seguintes números:
Em 2013, nos Estados Unidos, do total de vendas de livros, 21% foram de e-books; no Reino Unido, no mesmo ano, a venda de e-books representou 15%; na Alemanha, esse número ficou em 3,9%. Então, aparentemente, a venda de e-books varia muito dependendo do país e também do gênero de publicação, uma vez que os gêneros estão cada vez mais divididos em categorias e subcategorias.
A publicação de livros impressos está em declínio quase universalmente, mas apenas alguns mercados conseguem compensar essa perda por meio do crescimento de produtos digitais.
Índia: assim como no Brasil, há empresas estrangeiras investindo no país e o mercado também está sendo impulsionado pelo interesse das pessoas em educação; a autopublicação está ganhando cada vez mais importância, liderada pela Amazon; apesar de a compra de tablets e smartphones ter diminuído, os e-books estão em alta.
China: de acordo com fontes do governo chinês, a China é o segundo maior mercado de livros em tamanho, perdendo apenas para os Estados Unidos e vem mostrando um crescimento contínuo; a publicação de livros digitais é focada na educação; a publicação e leitura de livros digitais estão atreladas ao acesso do consumidor a tablets e smartphones e também ao rápido aumento do e-commerce.
A venda de e-books tem se tornado bastante rentável, ao menos para os grupos editoriais maiores, como Penguin Random House, Hachette, HarperCollins, Mcmillan e Simon & Schuster. O autor reconhece que é mais difícil levantar dados sobre e-books, mas chegou aos seguintes números:
Em 2013, nos Estados Unidos, do total de vendas de livros, 21% foram de e-books; no Reino Unido, no mesmo ano, a venda de e-books representou 15%; na Alemanha, esse número ficou em 3,9%. Então, aparentemente, a venda de e-books varia muito dependendo do país e também do gênero de publicação, uma vez que os gêneros estão cada vez mais divididos em categorias e subcategorias.
A publicação de livros impressos está em declínio quase universalmente, mas apenas alguns mercados conseguem compensar essa perda por meio do crescimento de produtos digitais.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Livros, Editoras & Projetos
Título: Livros, Editoras & Projetos
Autores: Plinio Martins Filho (org.), Jerusa Pires Ferreira, Jacó Guinsburg e Maria Otilia Bocchini
Editora: Ateliê Editorial
Formato: 16x16 cm
Nº de páginas: 120
Ano de publicação: 2007 (3ª edição)
***
Apesar de ter sido publicado pela primeira vez em 1997, este livro contêm muitas informações úteis e ainda válidas para quem trabalha no mercado editorial ou se interessa pelo assunto, além de conter várias referências a outros livros e estudos da área.
No primeiro capítulo, "A proposta", Jerusa Pires Ferreira, professora livre-docente da ECA-USP, escreve sobre a importância de se discutir e pensar o processo de produção do livro e cita várias referências.
Em "O editor e o projeto" (meu capítulo preferido), Jacó Guinsburg, professor da ECA-USP e da FFLCH, fundador e diretor da Editora Perspectiva, discorre sobre o papel e importância do editor, editoras universitárias, a dificuldade de se administrar uma editora com esse perfil e suas experiências como editor dos projetos da Editora Perspectiva.
Gostei muito e me identifiquei com esse trecho do Jacó Guinsburg (p. 43):
Uma editora não é apenas uma opção profissional. É uma opção de vida também, porque o livro é mais ou menos como aquela coisa do cacau de Jorge Amado: pega no pé da gente. É o visgo que pega no pé da gente. Quem trabalha com livros, dificilmente sai da área, porque há todo um envolvimento que eu sequer poderia objetivar. Um envolvimento que decorre de muitos aspectos, e do qual surge, tanto para os que atuam no campo da produção, como para aqueles que trabalham mais especificamente na realização gráfica, na distribuição comercial ou nas tarefas da editoração, um apelo que é muito grande. Conheço, mesmo, pessoas com trinta, quarenta, cinquenta anos em todas essas áreas de produção de livros, e que mantêm seu interesse, seu entusiasmo até pela natureza desse objeto que é tão imaterial. [...]
O capítulo "A relação produtor/editor" foi escrito por Plinio Martins Filho, professor do curso de Produção Editorial da ECA-USP e diretor editorial da Edusp, além de ter atuado como produtor, revisor e diagramador, principalmente da Editora Perspectiva. Aqui, Plinio conta um pouco sobre a concepção e produção da coleção Debates e da coleção Estudos e sobre as praticidades e eventuais problemas de se editar coleções, como, por exemplo, a economia em projeto (em uma coleção, todos os livros precisam ter o mesmo formato e apresentar o mesmo projeto) e a necessidade de pensar na coleção como um todo, incluindo o formato de papel a ser utilizado para que haja o máximo de aproveitamento. Para se imprimir livros, há formatos de papel padrão (66x96 cm ou 87x114 cm, entre outros) e, dependendo do formato do livro, um formato de papel é mais indicado que outro, visando seu maior aproveitamento; por exemplo, para se produzir livros em formato 16x23 cm, o formato mais indicado é o 66x96 cm.
Em seguida, Plinio explica sobre dois tipos de montagem do livro: o linotipo e a composer, que, para falar a verdade, não entendi direito, e que, pelo que sei, não são mais comumente utilizados. O que acontece hoje em dia, que pude presenciar em visitas a três gráficas, é o seguinte: a editora envia o arquivo em alta resolução no formato PDF (geralmente diagramado no programa InDesign pelo designer) e, a partir desse arquivo, são gravadas "chapas" com o conteúdo do livro e essas chapas são utilizadas em grandes impressoras para impressão de tiragens a partir de 500 exemplares - tiragens menores que isso têm um preço muito alto e, em geral, não compensam para a editora. E, também, hoje em dia tiragens menores (em geral, a partir de 10 exemplares, embora algumas gráficas trabalhem com um número ainda menor) são impressas em "gráficas digitais". Esse tipo de gráfica nem chega a gravar chapas; o livro é rodado em impressoras especiais e o livro tem o mesmo resultado e aparência do livro impresso em offset (em grandes impressoras). Portanto, penso que essa parte do texto precisaria ser atualizada.
Em "Projetos editoriais em laboratório", Maria Otilia Bocchini, professora da ECA-USP, conta sobre a experiência e dificuldades de se manter uma editora-laboratório, como é o caso da Com-Arte, que faz parte do curso de Produção Editorial da ECA. Não sei como está este laboratório atualmente, mas ela conta que havia várias dificuldades a ser superadas para que o laboratório continuasse funcionando e para que os alunos tivessem um contato com a área em que atuariam. A Com-Arte chega a publicar livros "de verdade", produzidos pelos próprios alunos, com supervisão de professores. Pessoalmente, acho a experiência superválida, uma vez que muitos alunos ali vão atuar em editoras de livros depois de formados.
Por fim, Jerusa Ferreira, que assinou o primeiro capítulo, encerra o livro com um texto-resumo sobre um trabalho com editoras populares do Brás, que editam livros com forte apelo para as camadas mais "populares", como é o caso, por exemplo, de operários. Entre os livros mais vendidos dessas editoras estão livros de significado dos sonhos, de santos, romances (imagino que do tipo Julia e Bianca) e guias para autoaprendizado (como aprender a lutar karatê, por exemplo). Hoje em dia talvez o perfil dessas editoras tenha mudado um pouco (considerando que a 1ª edição deste livro foi publicada em 1997 e a 3ª edição em 2007), pois houve um aumento do poder aquisitivo dessas camadas da população nos últimos anos e, talvez, agora haja uma maior exigência em relação aos produtos/livros a ser consumidos ou mesmo uma alteração no gosto/demanda desse tipo de público.
Gostei muito da leitura e recomendo.
Vaga para assistente editorial - Universitário Sistema Educacional
Vaga visualizada na comunidade "Profissionais do Mercado Editorial" do LinkedIn:
"Temos uma vaga de assistente editorial no
Universitário Sistema Educacional. Caso seja de seu interesse participar
do processo seletivo envie o curriculum atualizado com o último
salário.
Obrigada!"
E-mail para envio de currículos:
vagas@universitariobrasil.com.br
vagas@universitariobrasil.com.br
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Vaga para assistente editorial - NVersos Editora
A NVersos Editora está contratando um Assistente Editorial. O profissional contratado vai assessorar o supervisor editorial; atuando na revisão de textos; batida de emendas; contatos com autores; e demais atividades pertinentes à função. Interessados devem enviar currículo com pretensão salarial para leticiahowes@nversos.com.br, colocando “Assistente editorial” no título da mensagem.
Vaga visualizada originalmente aqui.
Obs.: Entrei no site da NVersos e gostei dos títulos. A editora fica na Av. Paulista, 949 - 9º andar (local perfeito para se trabalhar, não? Daria para pegar um cinema depois do trabalho várias vezes na semana).
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Ser Feliz - Will Ferguson
Título: Ser Feliz
Título original: Happiness
Autor: Will Ferguson
Tradutor: Manoel Paulo Ferreira
Editora: Companhia das Letras
Ano de publicação: 2003
Nº de páginas: 398
***
Comecei a ler esse "romance satírico" (não sei de que outra forma denominá-lo) com bastante interesse, mas, depois de um tempo, a leitura foi ficando cansativa, por isso demorei um bom tempo para concluí-la. De qualquer forma, foi uma leitura divertida, pois algumas passagens descrevem como funcionam os bastidores de editoras do mundo real.
Edwin de Valu é um editor de livros de autoajuda em uma editora americana chamada Panderic. Em uma reunião com mr. Mead, editor-chefe/dono da editora, por falta de ideias, comenta que um dos milhares de originais de livros que recebeu pode ser o novo best-seller: O que aprendi na montanha. Ao falar de forma falsamente empolgante sobre esse projeto/livro, mr. Mead se convence e tem interesse em discuti-lo melhor posteriormente.
O livro, escrito pelo misterioso Tupak Soiree, um calhamaço com diversos tipos de ideias e instruções sem pé nem cabeça sobre e para a vida, é publicado e logo vira um sucesso editorial. Edwin vira o "queridinho" da Panderic, por ter encontrado um livro que se tornou um best-seller e está rendendo milhões para a editora, e as pessoas, pouco a pouco, começam a ser "contaminadas" pelas ideias do guru, passam a buscar uma vida mais simples, livre de vícios e mais saudável, e a exercitar os sentimentos e as ações mais nobres de que o ser humano é capaz. O mundo vira de cabeça para baixo e o capitalismo passa a não fazer mais sentido.
Até aqui, o livro até que é divertido, mas depois que Edwin, seu chefe e um outro autor passam a perseguir Tupak Soiree para saber sua identidade real e o que está por trás de O que aprendi na montanha, comecei a ficar entediada e tive a sensação de que o autor não sabia mais que rumo dar à história. As piadinhas também começaram a cansar.
Apesar de não ter me empolgado durante toda a leitura, o livro vale a pena por todas as tiradas e comentários irônicos feitos a respeito da indústria editorial, de livros de autoajuda e de pessoas que consomem esse tipo de livro. Faz rir, mas também faz pensar um pouco.
O livro, escrito pelo misterioso Tupak Soiree, um calhamaço com diversos tipos de ideias e instruções sem pé nem cabeça sobre e para a vida, é publicado e logo vira um sucesso editorial. Edwin vira o "queridinho" da Panderic, por ter encontrado um livro que se tornou um best-seller e está rendendo milhões para a editora, e as pessoas, pouco a pouco, começam a ser "contaminadas" pelas ideias do guru, passam a buscar uma vida mais simples, livre de vícios e mais saudável, e a exercitar os sentimentos e as ações mais nobres de que o ser humano é capaz. O mundo vira de cabeça para baixo e o capitalismo passa a não fazer mais sentido.
A razão de termos tantos livros de autoajuda é que eles não funcionam! Se alguém escrevesse um que realmente funcionasse, eu perderia o emprego, droga!
Até aqui, o livro até que é divertido, mas depois que Edwin, seu chefe e um outro autor passam a perseguir Tupak Soiree para saber sua identidade real e o que está por trás de O que aprendi na montanha, comecei a ficar entediada e tive a sensação de que o autor não sabia mais que rumo dar à história. As piadinhas também começaram a cansar.
Apesar de não ter me empolgado durante toda a leitura, o livro vale a pena por todas as tiradas e comentários irônicos feitos a respeito da indústria editorial, de livros de autoajuda e de pessoas que consomem esse tipo de livro. Faz rir, mas também faz pensar um pouco.
Como foi o concurso para assistente editorial das Edições SESC...
No domingo passado (6 de julho), fui fazer um "concurso" para a vaga de assistente editorial das Edições SESC. A rigor, não sei se pode ser chamado de "concurso", pois o SESC é uma empresa privada, mas o formato do processo seletivo é bem semelhante a um concurso e é válido por dois anos (quem for selecionado pode ser chamado dentro desse período máximo).
Primeiro, me inscrevi para a vaga por meio deste site. A primeira etapa consistia na análise dos currículos para ver se os candidatos atendiam às exigências básicas, que, se não me engano, eram ter curso superior em qualquer área e experiência de no mínimo seis meses como tradutor, preparador de texto, revisor ou assistente editorial. Quem fosse selecionado nessa primeira etapa, passaria para as próximas.
Algum tempo depois, recebi e-mails sobre as etapas seguintes, que consistiriam em:
- Etapa 2 - prova de "conhecimentos gerais e específicos", com alternativas;
- Etapa 3 - prova escrita de tradução, preparação e revisão de texto;
- Etapa 4 - prova de redação sobre um tema específico relacionado à publicação.
Essas etapas aconteceram no último domingo, na Universidade Estácio, perto da estação de metrô Saúde, zona sul de São Paulo.
Para a prova de tradução, foi liberado o uso de dicionário monolíngue (inglês, francês ou espanhol), então levei o meu Webster's na mochila...
É do tamanho do Houaiss... :o)
Cheguei no local da prova umas 9h10, fui procurar meu nome em listas afixadas em uma parede (calculo que, no total, havia 1.500 nomes nas listas, mas como faltou um tanto de gente, chuto que umas mil pessoas estavam lá) e depois fui para a sala - como havia só um acesso para as salas, por uma escada, a entrada estava meio tumultuada. A prova estava programada para começar às 9h30, mas só começou às 10h40. Provavelmente porque não havia pessoal suficiente para conferir se todos os dicionários dos candidatos eram monolíngues. Um dicionário de uma garota da minha sala não pôde ser usado (vi que era um de espanhol chamado Señas). Então a prova foi das 10h40 até 14h40, porque a duração máxima era de quatro horas. Se eu soubesse que ia demorar tanto, teria levado um livro. O monitor que estava na sala disse que nunca tinha visto um atraso desses. Nem eu.
Observei os outros candidatos e a maioria parecia estar na mesma faixa etária que eu (vinte e tantos ou trinta e poucos). Um ou outro era um pouco mais velho que isso.
A prova não estava "difícil", mas era bastante trabalhosa. É bom porque já testa a paciência e resiliência do candidato também (algumas pessoas que estavam na minha sala saíram depois de uma hora e meia, duas horas de prova). A mais simples era a de conhecimentos gerais, com alternativas - eram 25 questões no total, e depois precisávamos passar as respostas para a folha de gabarito. Lembro de algumas questões, por exemplo, quem fundou a Companhia Editora Nacional, qual a ordem de organização de um livro (folha de rosto, índice, sumário etc.), quem foi o maior crítico da Semana de 1922, uma pergunta sobre teatro, incluindo Augusto Boal, uma pergunta sobre cinema sobre filmes do Eduardo Coutinho, uma pergunta sobre quem não havia se apresentado no SESC (sendo que algumas opções eram Pina Bausch e Kazuo Ohno) e outra com um trecho de um livro de sociologia/antropologia que deduzi ser do livro Raízes do Brasil, do Sérgio Buarque de Holanda. Eu achava que nessa prova haveria perguntas mais "técnicas", sobre formato de livros, diagramação e tal, embora eu não tenha estudado nada e não saberia muito sobre isso.
As provas de preparação de texto, revisão e tradução (Etapa 3) foram as mais trabalhosas e cansativas. Na prova de preparação, foi preciso grifar tudo que seria alterado e, na folha seguinte, passar a limpo todo o texto já com as intervenções (eu quis morrer), a de revisão até que foi "normal", bastava fazer as intervenções (com marcas de revisão) no texto digitado. A de tradução estava razoavelmente tranquila, o duro era o tempo que levava para passar o texto traduzido a limpo na folha de resposta.
A prova de redação foi sobre "direitos autorais" e devo ter feito em 40 minutos, porque deixei para fazer por último. Boa não ficou, mas pelo menos consegui escrever entre 25 e 40 linhas.
Sinceramente, não sei se conseguirei passar para a próxima etapa, porque minha redação ficou meio caótica. Conseguiria escrever algo melhor se tivesse mais tempo e menos cansaço. No entanto, só pela experiência, já valeu. Nunca imaginei que pudesse existir concurso para assistente editorial...
Os candidatos que passarem dessas fases (o resultado sai daqui a umas três semanas, no site), serão chamados para fazer uma entrevista (Etapa 5) e, quem passar dessa fase, passará por uma "avaliação de perfil" (Etapa 6), com atividades individuais ou em grupo.
Me inscrevi para ver no que dava, porque, para dizer a verdade, estou satisfeita com o meu trabalho atual, não estou desesperada para sair nem nada. A única coisa que me incomoda é o tempo que levo para ir e voltar todos os dias (dá quase quatro horas; dependendo do dia e do trânsito, mais que isso); eu durmo e leio nesse tempo, mas, mesmo assim, é cansativo. Meu sonho seria ter um trabalho que ficasse perto o suficiente da minha casa para poder ir e voltar a pé. Ficando até uma hora de caminhada da minha casa seria "perto". Mas isso é querer demais, eu sei. Então, no médio prazo, eu só quero um trabalho um pouco mais perto de casa mesmo.
Se eu passar para as próximas etapas, depois eu conto. ;)
Para quem estiver lendo este post e também tiver feito a prova, boa sorte!
domingo, 13 de julho de 2014
Cursos - Universidade do Livro - julho e agosto/2014
Preparação e revisão: o trabalho com o texto - julho 2014
Carga Horária: 12 horas
Data: 15 a 18 de julho de 2014
Horário: 18h as 21h
Inscrições até: 14/07/2014 ou enquanto houver vagas.
Valor: R$ 495 ou R$ 396 (para estudantes e profissionais da Unesp e do mercado editorial)
Mais informações aqui.
O 'passo a passo' da produção editorial: acompanhamento dos trabalhos de edição do livro - julho 2014
Carga Horária: 12 horas
Data: 21 a 24 de julho de 2014
Horário: 18h as 21h
Inscrições até: 20/07/2014 ou enquanto houver vagas.
Valor: R$ 495 ou R$ 396 (para estudantes e profissionais da Unesp e do mercado editorial)
Mais informações aqui.
Como montar e manter uma pequena editora - julho 2014
Carga Horária: 9 horas
Data: 29 a 31 de julho de 2014
Horário: 18h as 21h
Inscrições até: 28/07/2014 ou enquanto houver vagas.
Valor: R$ 488 ou R$ 391 (para estudantes e profissionais da Unesp e do mercado editorial)
Mais informações aqui.
Indesign 6 básico para iniciantes - agosto 2014
Carga Horária: 24 horas
Data: 12 a 14 de agosto de 2014
Horário: 09h as 18h
Inscrições até: 11/08/2014 ou enquanto houver vagas.
Valor: R$ 1.367 ou R$ 1.093 (para estudantes e profissionais da Unesp e do mercado editorial)
Mais informações aqui.
Carga Horária: 12 horas
Data: 15 a 18 de julho de 2014
Horário: 18h as 21h
Inscrições até: 14/07/2014 ou enquanto houver vagas.
Valor: R$ 495 ou R$ 396 (para estudantes e profissionais da Unesp e do mercado editorial)
Mais informações aqui.
***
O 'passo a passo' da produção editorial: acompanhamento dos trabalhos de edição do livro - julho 2014
Carga Horária: 12 horas
Data: 21 a 24 de julho de 2014
Horário: 18h as 21h
Inscrições até: 20/07/2014 ou enquanto houver vagas.
Mais informações aqui.
***
Como montar e manter uma pequena editora - julho 2014
Carga Horária: 9 horas
Data: 29 a 31 de julho de 2014
Horário: 18h as 21h
Inscrições até: 28/07/2014 ou enquanto houver vagas.
Mais informações aqui.
***
Avaliação de dicionários - agosto 2014
Carga Horária: 12 horas
Data: 05 a 08 de agosto de 2014
Horário: 18h as 21h
Inscrições até: 04/08/2014 ou enquanto houver vagas.
Valor: R$ 495 ou R$ 396 (para estudantes e profissionais da Unesp e do mercado editorial) Carga Horária: 12 horas
Data: 05 a 08 de agosto de 2014
Horário: 18h as 21h
Inscrições até: 04/08/2014 ou enquanto houver vagas.
Mais informações aqui.
***
Indesign 6 básico para iniciantes - agosto 2014
Carga Horária: 24 horas
Data: 12 a 14 de agosto de 2014
Horário: 09h as 18h
Inscrições até: 11/08/2014 ou enquanto houver vagas.
Mais informações aqui.
***
O mercado de trabalho das editoras - agosto 2014
Carga Horária: 9 horas
Data: 18 a 20 de agosto de 2014
Horário: 18h as 21h
Inscrições até: 17/08/2014 ou enquanto houver vagas.
Valor: R$ 488 ou R$ 391 (para estudantes e profissionais da Unesp e do mercado editorial) Carga Horária: 9 horas
Data: 18 a 20 de agosto de 2014
Horário: 18h as 21h
Inscrições até: 17/08/2014 ou enquanto houver vagas.
Mais informações aqui.
***
Virando a página: mudanças no negócio editorial e transformações na publicação de conteúdos - Formação a Distância
Carga Horária: 30 horas
Data: 10 de setembro a 12 de novembro de 2014
Inscrições até: 04/09/2014 ou enquanto houver vagas.
Valor: R$ 345Carga Horária: 30 horas
Data: 10 de setembro a 12 de novembro de 2014
Inscrições até: 04/09/2014 ou enquanto houver vagas.
Mais informações aqui.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Vaga para analista de produção de texto - Yendis Editora
A Yendis Editora está contratando analista de
produção de texto. O candidato deve ter formação em ensino superior
completo em Letras ou Produção Editorial e inglês - nível intermediário.
A vaga é para a cidade de São Caetano do Sul (SP). Faixa salarial de R$
2 mil. Interessados devem enviar currículo para nathalia@yendis.com.br.
Informações publicadas originalmente aqui.
Vaga para Assistente Editorial - Edições SESC
Trata-se de um concurso para a vaga e o período de inscrições vai das 13h do dia 03/06/2014 às 13h do dia 10/06/2014.
O salário é de R$ 5.574,00.
Para ler mais informações, clique aqui.
Obrigada, Tene, pelo aviso sobre essa vaga! ;)
O salário é de R$ 5.574,00.
Para ler mais informações, clique aqui.
Obrigada, Tene, pelo aviso sobre essa vaga! ;)
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