quarta-feira, 4 de junho de 2014

Vaga para analista de produção de texto - Yendis Editora

A Yendis Editora está contratando analista de produção de texto. O candidato deve ter formação em ensino superior completo em Letras ou Produção Editorial e inglês - nível intermediário. A vaga é para a cidade de São Caetano do Sul (SP). Faixa salarial de R$ 2 mil. Interessados devem enviar currículo para nathalia@yendis.com.br.

Informações publicadas originalmente aqui.

Vaga para Assistente Editorial - Edições SESC

Trata-se de um concurso para a vaga e o período de inscrições vai das 13h do dia 03/06/2014 às 13h do dia 10/06/2014.

O salário é de R$ 5.574,00.

Para ler mais informações, clique aqui.

Obrigada, Tene, pelo aviso sobre essa vaga! ;)

terça-feira, 20 de maio de 2014

Para você que quer ser um publisher... veja este curso!

A FORMAÇÃO DE UM PUBLISHER


Da edição à administração do negócio do livro


 Com Pedro Almeida


2, 3, 4 e 5 de junho em São Paulo
17h30 às 21h30
Livraria Martins Fontes – Av Paulista, 509

O curso
Este curso visa fornecer informações, conhecimentos, experiências para que pessoas que tenha atuação numa área da cadeia de produção do livro possam conhecer o negócio como um todo. Visa ampliar o olhar do editor de textos, do administrador, do controller, do financeiro, do comercial e marketing sobre todas as fases do trabalho, com o objetivo de preparar os profissionais para gerir suas atividades com uma visão 360º do negócio e permitir a gestão de áreas fora de sua especialização.

O professor
Pedro Almeida é jornalista e professor de literatura, com curso de Marketing pela Universidade de Berkeley. Experiência profissional de 20 anos atuando na gestão de editoras de pequeno e médio porte, e de Publisher, em editoras de grande porte, nas áreas de ficção, não-ficção e auto-ajuda. Foi o editor de alguns dos grandes bestsellers brasileiros, dentre eles Marley e Eu (Prestígio/Ediouro), Nicholas Sparks e Emily Giffin (Novo Conceito) e Sylvia Day (Lafonte). Escreve mensalmente para o Publishnews, na coluna ‘Leia antes de ver’, sobre o mercado editorial.

Apresentação de cases pelos convidados:
Agnaldo Lima é gerente de projetos na Editora Forense/GEN e professor do programa de MBA em Marketing na PUC/COGEAE. Tem mais de 20 anos de experiência profissional nas áreas de marketing e relacionamento com o cliente. Autor de diversos artigos em publicações especializadas.

Mariana Roilier é editora e publisher. Há treze anos atuando no mercado editorial, trabalhou em grandes editoras como Ediouro, Leya e Planeta, e fundou a Única Editora, parceria com a Editora Gente para livros de ficção.  Hoje, Mariana é editora executiva da Rocco. Seu foco são livros comerciais, ficção, fantasia e literatura e referências de cultura pop e entretenimento.

Conteúdo – carga horária 16 horas/aula
A atividade editoria
  • O editor e suas funções
  • O Publisher e suas múltiplas funções
  • Diferenças, funções e motivos para se tornar Publisher.
  • Capacidades, avaliação pessoal, habilidades e colaboradores-chave
  • Porque o editor precisa sair do escritório
  • Habilidades Integradas: noções de administração, jurídico (contratos), legislação, marketing, publicidade e produção gráfica
Integração marketing e comunicação
  • Como editorial e marketing podem funcionar juntos
  • Modelo de trabalho e alternativas de integração
  • Comunicação, imprensa, estratégias (cases)
Integração marketing e comercial
  • Como comercial e marketing podem funcionar juntos
  • Estratégia, definição de mensagem, campanha
  • Briefing, releases, contato direto, abordagem, reflexão
  • Participação de Agnaldo Lima da empresa Pé de Lima - case comercial
O caminho do sucesso: soluções integradas e a missão editorial
  • Marketing – Promoção: do básico ao inovador, e redes sociais
  • Participação de Mariana Rolier – cases de estratégias de marketing.
  • Marketing Pessoal  e Conclusão.

Investimento
R$721,00 – até dia 19/05
R$781,00 – após dia 19/05 – pagamento deve ser feito até dia 27/05
2 x R$390,50 – Primeiro pagamento até 20/05 – segundo pagamento para 05/06

Inscrições
Clique aqui e faça sua inscrição
ou curso@publishnews.com.br
O simples envio da ficha não garante seu lugar no curso. É necessário o pagamento para que que sua inscrição seja finalizada.

Publicado originalmente no Blog do PublishNews.


***

Não conheço o Pedro Almeida pessoalmente, mas me simpatizo muito com ele por alguns motivos:

1. Como eu, ele parece ser muito fã de cinema e escreve uma coluna no PublishNews relacionando filmes/cinema ao mundo editorial, que eu adoro (ver aqui), e também mantém este blogue. Pelo blogue dá para deixar comentários sobre os posts - e eu já deixei alguns!

2. Ele deu uma entrevista para o Carlo Carrenho, diretor-geral do PublishNews, e falou um pouco sobre a carreira dele e sobre várias coisas relacionadas ao mundo dos livros. Assisti à entrevista na época em que ela foi ao ar e não lembro de tudo que ele disse, mas lembro que ele contou que passou pela Editora Madras (eu também comecei lá =D) e uma coisa muito legal: ele comentou que uma assistente dele chamou a atenção para o livro Marley e eu, ele acabou gostando e os direitos de publicação no Brasil foram comprados (e o livro foi/é um grande sucesso). Ele deu os créditos para a pessoa, ou melhor, compartilhou o mérito com ela, e não disse: "Então EU encontrei o livro, EU achei que seria bom publicá-lo e EU fui o responsável por todo o sucesso dele", como muitos editores costumam fazer. Só por isso tenho a impressão de que ele é uma pessoa muito bacana. Ah é, o vídeo com a entrevista pode ser visto aqui. (Vou aproveitar para rever; dá para aprender um monte só com o que ele diz ali.)

3. Tem bastante experiência e propriedade para falar sobre o mundo editorial e atualmente é um dos sócios da Faro Editorial.


O Pedro Almeida é uma das pessoas com quem eu gostaria de trabalhar futuramente. Tenho a impressão de que conseguiria aprender bastante com ele. [É, admiro algumas pessoas do meio editorial e fico imaginando que seria bom trabalhar com elas, para absorver um pouco do conhecimento que elas têm e que poderiam compartilhar comigo.]

Programa Formativo para Tradutores Literários 2014-2015

O quê?  Programa Formativo para Tradutores Literários 2014-2015
Quando? Inscrições de 5 a 30 de maio de 2014 (mais informações no fim do post). Os candidatos selecionados poderão participar do programa oferecido entre agosto de 2014 e abril de 2015
Onde? Casa Guilherme de Almeida  - Rua Macapá, 187 – CEP 01251-080 – São Paulo / SP
Quanto? Grátis
Site oficial: clique aqui

***

O Centro de Estudos de Tradução Literária da Casa Guilherme de Almeida completou, em abril de 2014, a primeira realização de seu Programa Formativo de Tradutores Literários, iniciado em agosto de 2013. Trata-se de um conjunto de cursos e atividades sobre o fazer tradutório que visa a colaborar com a preparação de profissionais da área. As inscrições para o processo seletivo referente ao novo ciclo do Programa, a ser realizado de agosto de 2014 a abril de 2015, estarão abertas a partir de 5 de maio de 2014.

O Programa Formativo para Tradutores Literários permite que o inscrito defina o seu próprio currículo com base na oferta de cursos, oficinas e eventos especiais e temáticos oferecidos pela Casa. As inscrições e todas as atividades são gratuitas.

As modalidades de eventos a comporem o Programa são as seguintes:

CURSO DE TEORIA DA TRADUÇÃO (terças-feiras, das 19h às 21h, em frequência semanal)

Esta atividade contínua apresentará, em módulos subsequentes, diferentes abordagens teóricas sobre a tradução literária, revelando a diversidade de concepções sobre a tarefa do tradutor e de propostas para a tradução de uma obra de um idioma para outro.

CURSO DE HISTÓRIA DA TRADUÇÃO LITERÁRIA (quintas-feiras, das 19h às 21h, em frequência semanal)

Composto de diversos módulos ao longo do ano, este curso contínuo se propõe a dar um panorama diacrônico da tradução literária, abordando momentos históricos de relevância para a reflexão tradutória.

OFICINAS DE TRADUÇÃO DE POESIA (sábados, das 10h às 13h e/ou das 14h às 17h, em frequência quinzenal)

Os inscritos serão convidados a elaborar a tradução de poemas sob orientação do ministrante, também responsável pela definição de parâmetros teóricos e práticos que servirão de base para o trabalho dos participantes.

OFICINAS DE TRADUÇÃO DE PROSA (sábados, das 10h às 13h, em frequência quinzenal) 

Os inscritos se propõem a elaborar a tradução de textos literários em prosa sob orientação da ministrante, também responsável por definir parâmetros teóricos e práticos como base para o trabalho dos alunos.

PALESTRAS OU CURSOS BREVES SOBRE TEMAS DE LITERATURA, TRADUÇÃO LITERÁRIA E INTERSEMIÓTICA (às quartas ou sextas-feiras, das 19h às 21h, em frequência irregular)

Aspectos teóricos e práticos da criação e da recriação literária, leitura e cotejo de traduções, perfis de escritores e tradutores específicos, abordagem de obras literárias em diferentes traduções e adaptações para outras linguagens são alguns dos enfoques das atividades a serem oferecidas nestes encontros ocasionais.

PALESTRAS DA SÉRIE “CRÍTICA COMO TRADUÇÃO” (quartas-feiras, das 19h às 21h, em frequência irregular)

A abordagem da crítica de literatura e de arte como uma forma de tradução norteia esta série de palestras mensais com diferentes ministrantes.

APRESENTAÇÃO: “LIVRO FALADO” (quartas-feiras, das 19h às 21h, em frequência irregular)

O autor de uma tradução recém-publicada ou a ser publicada apresenta, numa entrevista pública, os desafios impostos pela obra original e seu processo de trabalho. O evento também visa a apresentar livros de literatura estrangeira recém-lançados em tradução, bem como a delinear o perfil do tradutor convidado.

TRANSFUSÃO – IV ENCONTRO DE TRADUTORES DA CASA GUILHERME DE ALMEIDA (de 4 a 7 de setembro de 2014)

Este evento anual, geralmente realizado no mês de setembro, reúne escritores, tradutores e pesquisadores de literatura, brasileiros e estrangeiros, em uma reflexão conjunta sobre a atividade da tradução literária, com destaques temáticos que variam de edição para edição.

PRÉ-REQUISITO PARA INSCRIÇÃO NO PROCESSO DE SELEÇÃO DO PROGRAMA FORMATIVO PARA TRADUTORES LITERÁRIOS  2014-2015

Compreensão de textos em uma língua estrangeira, em nível suficiente para a prática da tradução a partir do idioma escolhido.

PROCESSO DE SELEÇÃO 

O currículo do candidato e a justificativa de seu interesse em cursar o Programa, a constar da ficha de inscrição, serão os critérios básicos de seleção.

COMPOSIÇÃO DA GRADE CURRICULAR 

Os inscritos deverão cumprir:
  • Um mínimo de 156 horas-aula nos cursos de Teoria da Tradução e de História da Tradução (compostos de três módulos cada um), na Oficina de Tradução de Prosa e na(s) Oficina(s) de Tradução de Poesia (atividades contínuas).

  • Um mínimo de 32 horas em palestras ou eventos pontuais sobre tradução literária (além disso, exige-se a participação no evento anual TRANSFUSÃO.)

  • Entrega de uma tradução individual comentada, no contexto da(s) Oficina(s) de Tradução de Poesia ou no contexto da Oficina de Tradução de Prosa. A tradução, a ser definida junto aos ministrantes das oficinas, será acompanhada de uma breve apresentação da concepção tradutória e dos procedimentos utilizados para sua elaboração.

  • Entrega da resenha de uma obra literária traduzida recém-publicada, no contexto do curso de Teoria da Tradução. O texto crítico deverá revelar critérios de apreciação da tradução literária abordados nos cursos do Programa Formativo.

Para quem cumprir os quesitos apresentados, será emitido um Certificado de Conclusão do Programa. Os alunos podem completar os números mínimos das diversas atividades em mais de um ciclo do Programa Formativo, ou seja, quem não puder frequentar todas as atividades no ciclo de 2014-2015, poderá completar as horas cursadas no ciclo seguinte, de agosto de 2015 a abril de 2016. A frequência mínima para reconhecimento dos créditos do curso frequentado é de 75%

INSCRIÇÕES
As inscrições poderão ser feitas de 5 a 30 de maio de 2014. O formulário preenchido, acompanhado do currículo do candidato, poderá ser entregue pessoalmente na Casa Guilherme de Almeida (Rua Macapá, 187 – CEP 01251-080 – São Paulo / SP), ou enviado por correio, para o mesmo endereço, ou, ainda, via e-mail, para o endereço eletrônico casaguilhermedealmeida@gmail.com.       

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Preparação e revisão: o trabalho com o texto - maio 2014 (curso)

Carga Horária: 12 horas
Data: 26 a 29 de maio de 2014
Horário: 18h as 21h
Inscrições até: 25/05/2014 ou enquanto houver vagas.
Valor: R$ 495 e R$ 396 (valor exclusivo para estudantes e profissionais da Unesp e do mercado editorial)
 
Local
A Universidade do Livro funciona no prédio da Fundação Editora da UNESP (FEU) - Praça da Sé, 108, Centro - São Paulo, SP – CEP: 01001-900 - Esquina com a Rua Benjamin Constant – Metrô Sé.

Público Alvo
Copidesques, revisores, assistentes editoriais, estudantes de letras, tradutores, escritores, bibliotecários e demais interessados.

Conteúdo
O trabalho do preparador de textos/copidesque e sua prática dentro de uma editora. As técnicas desenvolvidas no copidesque e na revisão de provas. Padronização e uniformização de critérios de revisão. Os limites de intervenção do copidesque e do revisor visando ao aprimoramento do texto.

Objetivos
Conhecimento e desenvolvimento da prática de preparação/copidesque e revisão de textos para publicação. Apresentação e discussão de técnicas de trabalho com o texto. Proporcionar uma discussão do trabalho do copidesque/revisor.

Docente
Ibraíma Dafonte Tavares
Formada em Letras, atua no mercado editorial desde 1988. Começou sua carreira no Círculo do Livro, trabalhou como tradutora e preparadora autônoma e durante três anos coordenou alguns canais de conteúdo da AOL Brasil. Atualmente é editora executiva da Editora Alaúde, que publica livros de não ficção, e de seu selo de literatura, o Tordesilhas.

Link para Universidade do Livro, clique aqui.

Vaga para assistente de Direitos Autorais

Geração Editorial tem uma vaga para o cargo para trabalhar em São Paulo
 
A Geração Editorial contrata assistente de Direitos Autorais para trabalhar em sua sede em São Paulo. O candidato selecionado vai analisar e formular contratos com novos autores/colaboradores, enviar e controlar contratos, prestar contas dos direitos autorais, controlar pagamentos de adiantamentos, atender autores e agentes nacionais e internacionais, solicitação de cotas de autores e agentes, além de fazer pagamentos, organizar arquivos e documentação referente aos livros. A editora exige curso superior completo, conhecimentos em pacote Office e SGE/Doble, além de experiência na área editorial. A contratação é para início imediato. O currículo deve ser enviado para editorial2@geracaoeditorial.com.br.
 
Link original aqui.

Book Publishing: os bastidores do livro (curso)

O funcionamento, as práticas e as tendências digitais da indústria do livro, e como a edição pode ser um bom negócio com Carlo Carrenho.

Quando: 26/05/2014-29/05/2014 - das 19h30 às 22h30
Carga horária: 12 horas
Onde:
Cemec: Rua Prof. Frontino Guimarães, 302 - Vila Mariana - São Paulo (SP).
* próximo ao metrô Vila Mariana

Inscrição

Valor do Investimento: 
  • Até 07 de maio de 2014: 3 x R$ 186,00 (cento e oitenta e seis reais) = Total: R$ 558,00 
  • A partir de 08 de maio de 2014: 3 x R$ 208,00 (duzentos e oito reais) = Total: R$ 624,00

Formas de pagamento via Pagseguro:
  • À vista no boleto bancário ou débito online em conta.
  • Parcelado em até três vezes sem juros nos cartões de crédito.

Vagas limitadas:
  • Máximo de 26 alunos em sala.
  • Ambiente propício para networking e geração de negócios colaborativos.
  • Certificado de conclusão.

 

Mais Informações

11 5082-2111 | atendimento@redecemec.com
 

domingo, 4 de maio de 2014

Observações de uma tradutora e revisora free-lance

Além de trabalhar internamente como assistente editorial em uma editora de livros, às vezes também presto serviços de tradução e revisão free-lance para outras editoras. (Trabalho free-lance é quando você trabalha para alguma empresa ou pessoa, mas não tem vínculo empregatício com ela. O pagamento é feito por trabalho.)

Nos últimos anos, tenho investido mais nesses trabalhos free-lance, porque gosto muito de trabalhar com texto, porque estou juntando dinheiro para fazer alguns cursos de aprimoramento (depois que terminar o MBA, quero fazer um curso livre de design gráfico) e viajar para o exterior (estou pesquisando para ver se consigo aliar estudo e lazer) e também porque isso tem a ver com meus objetivos profissionais de longo prazo, que são: me tornar tradutora literária e editora de literatura estrangeira.

Sinto que o fato de trabalhar como assistente editorial (e, às vezes, já como editora mesmo) me ajuda a traduzir e revisar melhor; consigo ter uma visão mais ampla, pois tenho em mente todo o processo de produção do livro. E também acontece o contrário, ao traduzir ou revisar, consigo sentir na pele o que é ser free-lancer, como é estar "do outro lado do balcão", quais são as dificuldades, irritações e satisfações de se trabalhar dessa forma e me conscientizo do que não devo fazer. De quebra, consigo ter uma noção sobre o funcionamento das editoras com que trabalho.

Todas as editoras e editores têm formas próprias de trabalhar, isso não é novidade. No entanto, algumas editoras e alguns editores me passam a impressão de serem mais profissionais ou organizados ou confusos que outros. Gosto de trabalhar mais com algumas editoras que com outras (e isso não tem necessariamente a ver com o valor que pagam pelo trabalho; a questão é mais subjetiva).

Há algum tempo listei mentalmente alguns pontos ou algumas características de editoras com que já trabalhei ou trabalho e como me sinto em relação a alguns procedimentos editoriais. Vamos ver se me lembro de tudo (caso você trabalhe na área, talvez se identifique com alguns pontos):

1. Propõe um teste de tradução ou revisão com prazo de entrega de uma semana, mas nunca dá retorno ou demora meses ou até anos para fazer isso.
Nível de irritação: 9
Impressão sobre a empresa: bagunçada
Impressão sobre compromisso com colaboradores: muito baixo

2. Não responde e-mails com dúvidas sobre o trabalho ou demora tempo demais para fazer isso. Também não atende nem retorna ligações.
Nível de irritação: 10
Impressão sobre a empresa: "para que a pressa? no fim tudo dá certo."
Impressão sobre compromisso com colaboradores: muito baixo

3. Não dá todas as informações básicas necessárias para o free-lancer avaliar se consegue assumir o trabalho ou não (número de páginas/laudas a traduzir ou revisar, prazo de entrega, valor a ser pago, prazo de pagamento, requisitos para a execução do trabalho em questão). Só envia um e-mail curto perguntando se o free-lancer pode fazer um "trabalho rápido e tranquilo".
Nível de irritação: #*&$@!!
Impressão sobre a empresa: "devem fazer isso só para me irritar"
Impressão sobre compromisso com colaboradores: nenhum, né?

4. Logo no primeiro e-mail, já envia todas as informações e instruções sobre o trabalho a ser feito, mesmo que o free-lancer depois avise que não poderá assumir o trabalho.
Nível de amor: 100%
Impressão sobre a empresa: profissional
Impressão sobre compromisso com colaboradores: 10

5. Não paga o free-lancer na data combinada, mesmo que ele tenha entregue o trabalho no prazo. Obriga o free-lancer a ficar enviando vários e-mails e telefonando para saber quando vão fazer o pagamento. (Por sorte, nunca tive esse tipo de problema, mas tenho amigos que já tiveram.)
Nível de irritação: 10
Impressão sobre a empresa: Administrativa e financeiramente desorganizada, e talvez um pouco mau caráter. "Daqui a pouco vai à falência."
Impressão sobre compromisso com colaboradores: 0

6. Paga vários dias antes da data combinada.
Nível de amor: 100%
Impressão sobre a empresa: bastante atenciosa
Impressão sobre compromisso com colaboradores: 1000%

7. No caso de tradução de livro, solicita assinatura do contrato com firma reconhecida em cartório.
Nível de irritação: sem irritação (é praxe as editoras pedirem firma reconhecida para contratos de tradução, acho que para se prevenirem em casos de plágio de tradução posteriormente, ou seja, caso o tradutor tenha copiado a tradução do mesmo título já publicado por outra editora - em geral há uma cláusula do tipo: "O contratado assume a responsabilidade pela originalidade da tradução...")
Impressão sobre a empresa: normal
Impressão sobre compromisso com colaboradores: ---

8. No caso de revisão de livro, solicita assinatura do contrato com firma reconhecida em cartório.
Nível de irritação: 7 (todos amamos burocracia e temos tempo de sobra para perder na fila do cartório, certo?)
Impressão sobre a empresa: burocrática / tem bastante tempo e pessoal para perder com burocracias
Impressão sobre compromisso com colaboradores: ---

9. Envia o livro com que trabalhei logo depois da publicação.
Nível de amor: 100%
Impressão sobre a empresa: atenciosa com funcionários e colaboradores
Impressão sobre compromisso com colaboradores: muito positiva

10. Envia uma proposta indecente: traduzir 400 páginas em 30 dias ou revisar 500 páginas em uma semana, com valor/lauda ou valor/página abaixo da média.
Reação: sem reação
Impressão sobre a empresa: exploradora; "também devem contratar mão de obra infantil para trabalhar 16 horas por dia em troca de refeição e moradia"
Impressão sobre compromisso com colaboradores: rá!

11. Envia e-mails da empresa muito depois das 18h ou em domingos e feriados.
Nível de irritação: em geral, não me irrita/ não me importo
Impressão sobre a empresa: não deve ser tão organizada; faz os funcionários ficarem até depois do horário normal/ os funcionários precisam fazer hora extra para cumprir prazos de publicação porque não há pessoal suficiente; "será que os funcionários levam colchonete para dormirem lá e não perderem tempo?"
Impressão sobre compromisso com colaboradores: neutra

12. Não dá os devidos créditos para o tradutor, preparador, designer, revisor, editor, capista etc.
Prefiro nem comentar.

[Acréscimo inserido no dia 13/5/14: lembrei de uma vez, há alguns anos, em que uma editora me enviou testes por e-mail e, depois que eu fizesse, deveria imprimir e enviar por correio. Em pleno século XXI - pelo menos esse é o século em que eu vivo, não sei o século em que eles estão vivendo. Fui lá e fiz para ver no que ia dar. E essa editora nunca me deu resposta. Deve ter sido tragada e devorada pelo Monstro Retrógrado... Bom, pelo menos até agora nunca me pediram para enviar teste por FAX, por enquanto.]

Duas coisas muito positivas que aprendi enquanto free-lancer (com empresas diferentes): é possível se cadastrar na prefeitura como MEI (microempreendedor individual) para emitir notas fiscais - esse tipo de cadastro não exige burocracias e paga-se apenas uma taxa fixa por mês (em torno de R$ 40 atualmente), embora seja válida apenas para alguns tipos de profissões - fiz o meu cadastro como "editor de livros". A segunda coisa positiva é que soube que a nova versão do Adobe Reader (versão XI) possui ferramentas de revisão de texto, o que é bastante prático para revisar livros já diagramados e que estão em PDF.

E o ponto positivo geral de se trabalhar com várias empresas diferentes é que, às vezes, algumas fazem exigências ou dão instruções diferentes umas das outras que depois podem ser aplicadas no trabalho que faço internamente ou mesmo para trabalhos em outras empresas (quando estas não têm critérios definidos).

Hoje em dia, eu não conseguiria trabalhar apenas como free-lancer - tanto pela insegurança financeira quanto pela sensação de que não estou evoluindo tanto quanto gostaria ou poderia profissionalmente. Gosto e preciso desse dinamismo de ir absorvendo aprendizados de várias fontes para, aos poucos, ir aplicando e aprimorando minha forma de trabalhar.

domingo, 27 de abril de 2014

Mais estranho que a ficção (filme)


O que você faria se acordasse um dia e percebesse que sua vida está sendo narrada? De repente, você começa a ouvir uma voz em off sobre seus movimentos e, pior, seus pensamentos e sentimentos.



Isso é o que acontece com Harold Crick no filme Mais estranho que a ficção (Stranger than Fiction; Estados Unidos, 2006). Em uma manhã, ele começa a ouvir a narração de sua própria vida e, com razão, começa a se preocupar e a se irritar com isso.

Até então, Harold, que é fiscal da Receita Federal, tem, ou pelo menos pensa ter, a vida sob controle (controla o número de vezes que escova os dentes, os passos que dá até chegar ao ponto de ônibus, onde pega sempre o mesmo ônibus, pontualmente, para ir ao trabalho, a forma de dar o nó na gravata para economizar tempo). 

Logo ele descobre que a narradora de sua vida, sua autora, pretende matá-lo e, a partir daí, as coisas começam a ficar mais preocupantes e mais engraçadas.

Harold procura uma psiquiatra, que o diagnostica como esquizofrênico e lhe recomenda tomar remédios. Harold sabe que não é esquizofrênico, não quer tomar remédios e pede uma alternativa. A psiquiatra lhe diz que ele pode procurar alguém que entenda de literatura. E é aí que entra o professor universitário (e também salva-vidas) Jules Hilbert, interpretado pelo ótimo Dustin Hoffman.


Como as outras pessoas, o prof. Hilbert não leva Harold a sério, mas quando Harold cita exatamente a passagem sobre sua morte iminente (narrada pela "voz" anteriormente), o professor se interessa pelo caso.

O prof. Hilbert primeiro tenta ajudar Harold a identificar que tipo de personagem ele é e em que tipo de narrativa está inserido (se é um príncipe, um elfo, um vampiro...). Depois, pede para Harold identificar se está dentro de uma comédia ou de uma tragédia - pelas situações que vive naquele determinado dia, conclui que sua vida é uma tragédia.

Claro que existe uma mocinha na narrativa: Ana Pascal, dona de uma confeitaria, que Harold conhece quando vai até a loja dela para tentar resolver um problema de sonegação de impostos. No início ela o odeia, mas ele se apaixona. Talvez o livro que está sendo narrado seja um romance romântico.


Além do drama ou da tragicomédia vivida por Harold, sua autora, a pessoa que o criou, está com um bloqueio criativo, e a editora envia uma assistente para ajudá-la, para que ela consiga entregar o manuscrito no prazo (ela ainda datilografa o manuscrito, um charme), o que parece não ajudar muito.

Karen Eiffel, a escritora que sempre mata seus personagens


O filme é muito bom, pois quem o assiste fica sempre na expectativa do que vai acontecer. Será que Harold vai conseguir se desviar da morte? Vai conseguir se comunicar com sua autora de alguma forma e pedir para que ela escreva um outro fim para ele? Karen Eiffel conseguirá terminar o livro de forma satisfatória? Como em seus livros anteriores, ela matará o herói? Harold precisa mesmo morrer para que ela tenha um romance muito bom? Segundo o prof. Hilbert, que entende de teorias literárias, sim. No entanto, Harold quer uma chance para viver a vida de uma forma diferente, para tentar fazer coisas diferentes e se surpreender e se deixar ser surpreendido.

Só assistindo para saber o que acontece!

Trailer do filme:



***

Um ponto interessante e engraçado do filme é quando a escritora se desloca para algum lugar para fazer trabalho in loco, observar diferentes possibilidades de morte e, assim, poder usar isso em seu livro de forma mais verossímil. Por exemplo, sobe em sua mesa e  imagina como deve ser se suicidar dessa forma; em um dia chuvoso, vai para perto de uma ponte sobre um rio e imagina como deve ser sofrer um acidente de carro e o carro despencar lá de cima ou então vai para um hospital para ver pessoas moribundas - talvez seu protagonista possa morrer de alguma doença séria...

domingo, 20 de abril de 2014

O Brasil pode ser um país de leitores?


Título: O Brasil pode ser um país de leitores? - Política para a cultura/ Política para o livro
Autor: Felipe Lindoso
Editora: Summus Editorial
Ano de publicação: 2004
Nº de páginas: 224

Apesar de ter sido publicado há dez anos e ter algumas informações provavelmente desatualizadas, este livro é muito bom para entender como ocorreu o desenvolvimento do mercado editorial brasileiro e qual a sua dinâmica atual.

É dividido em três partes:

Parte I - Política da cultura

Aqui, Lindoso apresenta alguns dados sobre a política cultural no país, e reflete sobre a dificuldade de o governo conseguir incentivar e promover a leitura de forma eficaz. Parece existir um grave problema, pois as verbas para incentivo à cultura não são bem distribuídas (a maior parte do orçamento do governo vai para a produção de filmes e patrocínio de shows e eventos culturais), além do fato do produto desses incentivos (shows, peças teatrais, filmes) não chegar à maioria dos brasileiros.

Política cultural que se preocupa exclusivamente em distribuir recursos para a produção de bens culturais e não para o acesso da cidadania aos bens produzidos é simplesmente a reprodução do passado.

Parte II - O livro e a política cultural

Na segunda parte,  para mim, a mais interessante, o autor resume a história da indústria de livros no Brasil, desde o século XIX, época em que, tardiamente, o país passou a publicar livros; até 1808 Portugal proibia a existência de imprensa em sua colônia.

Foi somente em 1808, quando D. João - então príncipe regente e posteriormente D. João VI de Portugal - chegou ao Rio de Janeiro, fugido da invasão napoleônica, que o país teve sua primeira imprensa. A corte trouxera de Portugal os equipamentos da Imprensa Régia e também o núcleo do acervo que mais tarde constituiria a Biblioteca Nacional, incluindo-se aí obras raras e incunábulos. [...] Na verdade, a impressão de livros só  veio a acontecer comercialmente bem mais tarde, e até o final do século a maior parte dos livros editados no Brasil era feita em Portugal ou em Paris.

Em meados do século XIX, alguns editores europeus começam a investir na publicação de livros literários e também escolares no Brasil. Devido ao crescimento econômico de São Paulo a partir das décadas finais do século XIX (cultivo do café e industrialização), houve a expansão da rede de ensino, o que, consequentemente, aumentou a demanda por livros, principalmente didáticos. É interessante observar o desenvolvimento de várias editoras de que ouvi falar e de algumas que existem até hoje (Francisco Alves, Saraiva, José Olympio, Nacional, Melhoramentos).

Entre outras histórias, ficamos sabendo da saga de Monteiro Lobato como editor, que começa a partir de 1918. Nessa época, havia um sério problema de distribuição dos livros no país e Lobato (gênio!) teve a ideia de propor aos donos de bancas de jornal, papelarias, farmácias e armazéns que aceitassem vender os livros consignados, dessa forma, conseguiria atingir seu público. Não sei se ele era exatamente um excelente escritor (acho a Emília uma chata!), mas era um editor muito empreendedor e merece minha admiração.

Nessa parte do livro, também há um capítulo sobre a aquisição de livros pelo governo e outro sobre o fomento governamental ao livro. Esses capítulos talvez estejam um pouco desatualizados, pois tenho percebido um esforço um pouco maior do governo para incentivar a leitura (como o aumento do número de feiras literárias Brasil afora, por exemplo). Claro que o número de bibliotecas e o acesso ao livro à maioria das pessoas ainda não é uma realidade, mas, aos poucos, talvez chegaremos lá. Só posso dizer que a venda de livros para o governo é bastante burocrática e um tanto obscura. As editoras maiores parecem se beneficiar e enriquecer disso, enquanto as editoras menores e independentes tendem a sumir.


Parte III - Globalização e cultura

Nesta terceira parte, o autor reflete sobre a indústria do livro em escala global e como isso pode afetar a oferta de diversidade de títulos (cada vez mais, as editoras tendem a ser absorvidas por "conglomerados", que, por sua vez, vão querer publicar apenas livros com potencial de vendas).

 O grande problema da cultura de best-sellers é precisamente este: as editoras precisam de livros de grande sucesso e venda rápida. As cadeias de livrarias, pressionadas também por custos, acentuam essa pressão, e o resultado final é a diminuição do espaço nos catálogos editoriais e nas prateleiras das livrarias para autores novos.

Por último, o autor escreve rapidamente sobre a importância da nossa literatura infantil e sobre sua divulgação no exterior.

Além de ser um livro bastante informativo, me fez refletir sobre a questão que o autor propõe já no título: O Brasil pode ser um país de leitores? 

Concluo que, sim, o Brasil pode ser um país de leitores, apesar da concorrência com TV, computador, tablets, celulares, videogame. No entanto, penso que algumas políticas que vêm sendo adotas precisam ser reforçadas ou alteradas:

1. construção de mais bibliotecas, principalmente em cidades do interior (em teoria, o governo já está ciente disso e trabalhando nisso, mas, na prática, não sei o que vem sendo feito);

2. criação de programas de incentivo à leitura desde a 1ª série do ensino básico, desde que a criança é alfabetizada (seja como matéria obrigatória ou como ciclos de leitura) e preparação de profissionais específicos para essa função;

3. incentivo fiscal para empresários que tenham interesse em abrir livrarias em locais em que elas não existem;

4. promoção do livro como uma forma interessante de entretenimento em bibliotecas e centros culturais;

5. incentivo/patrocínio a autores para divulgação de suas obras ou de literatura em geral em determinados locais, por meio de palestras e bate-papos;

6. incentivo a novos autores nacionais por meio de oficinas literárias e cursos de aprimoramento da escrita - isso eu acho importante para que as crianças não cresçam com a noção de que "livros nacionais não prestam" (revisando alguns livros, às vezes também fico com essa impressão, mas sei que também temos escritores excelentes) e se tornem leitores apenas de literatura estrangeira.


Biografia do autor retirada de seu blogue O Xis do Problema:

Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, Diretor da Câmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO.