terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Vaga de estágio - Grupo A - Produção Editorial

Salário: Até R$ 1.000,00
3 vagas: Porto Alegre - RS (3 vagas)

17/01/14

Dados da vaga: 

  • Deverá estar cursando: Ensino Superior cursando em Letras, Comunicação Social ou áreas afins.
  • Prestar auxílio nas atividades diárias, como conferência de emendas, revisão de textos, checklist de provas de livros, arquivamento de materiais, entre outros.
  • Conhecimentos em pacote Office (Word, Excel e Power Point), conhecimentos gramaticais e ortográficos. Boa comunicação, trabalho em equipe.
Benefícios: Participação nos lucros, Tíquete-refeição
Horário: Diurno

Perfil: Estagiário

Fonte: Trabalhe Conosco GRUPO A - Faça parte da nossa equipe!

Vaga para revisor - Editora Unicamp (concurso)

Grifei as informações mais importantes.
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

DIRETORIA GERAL DE RECURSOS HUMANOS

EDITAL ABERTURA nº 3/2014


A Diretoria Geral de Recursos Humanos da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, por intermédio da Divisão de Planejamento e Desenvolvimento, torna pública a abertura de inscrições no Concurso Público para a função de Profissional de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão - PROFISSIONAL DA ARTE, CULTURA E COMUNICAÇÃO da Carreira de Profissionais de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão.



1. Instruções Especiais
1.1 - O Concurso Público destina-se ao preenchimento de 01 vaga para atuar junto à(ao) EDITORA da UNICAMP, bem como as que porventura vierem a surgir durante o seu prazo de validade na UNICAMP.

1.2. Em virtude do número de vagas, não se aplicam ao presente concurso público os dispositivos da lei Complementar 683/92.

1.3. O número de vagas pode apresentar alteração, por motivos supervenientes, durante o prazo de validade do concurso público.

1.4. A admissão na função será regida pelo Estatuto dos Servidores da Universidade (ESUNICAMP).

1.5. A jornada de trabalho será de 40 horas semanais, podendo variar para os períodos diurno, noturno, misto, na forma de revezamento ou escala de serviços.

1.6 O salário inicial da função em disputa será de R$ 4.972,01, correspondente ao nível de complexidade 06-E da Carreira de Profissionais de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão.



2. Requisitos
2.1. Obrigatórios:

2.1.1. Escolaridade: Ensino Superior completo em instituição de ensino reconhecida pelo MEC, cuja comprovação será exigida quando da convocação para admissão;

2.1.2. Experiência Profissional: Experiencia comprovada em revisão de livros, cuja comprovação deverá ser entregue no período a ser divulgado no Diário Oficial do Estado, juntamente com os resultados das provas Escrita Objetiva e Escrita Dissertativa;

2.1.2.1. Serão considerados para fins de comprovação de experiência profissional: Carteira de Trabalho e Previdência Social (cópias legíveis dos dados de identificação, foto e contratos de trabalho) e/ou Declaração de Empregador de modo a permitir a averiguação de veracidade e acuidade das informações. A declaração é obrigatória nos casos em que a nomenclatura da função na carteira de trabalho não estiver de forma clara que permita comprovar os requisitos de experiência, devendo neste caso serem especificadas as atividades desempenhadas. Não serão consideradas atividades de estágio;

2.1.3. Ser brasileiro nato ou naturalizado, ou cidadão Português a quem foi deferida a igualdade, nas condições previstas pelo Decreto Federal n. 70.436/72;

2.1.4. Ter completado 18 anos de idade na data da admissão;

2.1.5. Não ter sido demitido por justa causa da Universidade Estadual de Campinas;

2.1.6. Estar em dia com as obrigações eleitorais e militares, cuja comprovação deverá ser entregue em período a ser divulgado no Diário Oficial do Estado, quando da convocação para admissão;

2.1.7. Ter boa conduta comprovada através do Atestado de Antecedentes Criminais negativo, cuja comprovação deste deverá ser entregue em período a ser divulgado no Diário Oficial do Estado, quando da convocação para admissão, devendo o candidato observar o prazo para a obtenção do mesmo;

2.1.8. Gozar de boa saúde física e mental, estando apto para o exercício da função, sem qualquer restrição.

 3. Das Atribuições da função
3.1. A descrição das atividades da função constam no anexo 2 do presente edital.



4. Das Inscrições
4.1. On-line:

4.1.1. A inscrição on-line será efetuada via internet, no endereço eletrônico http://www.dgrh.unicamp.br, e solicitada no período entre 08:00 horas do dia 24/02/2014 e 17:00 horas do dia 10/03/2014, observado o horário de Brasília/DF;

4.1.2. A Diretoria Geral de Recursos Humanos não se responsabilizará por solicitação de inscrição não recebida por motivos de ordem técnica dos computadores, falhas na comunicação, congestionamento das linhas de comunicação, bem como outros fatores de ordem técnica que impossibilitem as transferências de dados;

4.1.3. O candidato deverá obrigatoriamente preencher a ficha de solicitação de inscrição e o currículo on-line disponíveis no momento da inscrição. As informações prestadas serão de inteira responsabilidade do candidato;

4.1.4. O candidato portador de necessidades especiais deverá obrigatoriamente especificar e indicar, na ficha de inscrição, o tipo de deficiência de que é portador;

4.1.4.1. Caso necessite de condições especiais para se submeter às provas, o candidato portador de necessidades especiais deverá solicitá-las por escrito até o segundo dia útil após o encerramento das inscrições. A solicitação deverá ser protocolada no horário das 09:00 às 12:00 horas e das 14:00 às 17:00 horas, na Divisão de Planejamento e Desenvolvimento da Diretoria Geral de Recursos Humanos - Prédio 3 da Reitoria - Campus da Unicamp - Cidade Universitária Zeferino Vaz - Barão Geraldo - Campinas, juntamente com o laudo médico que ateste a espécie e o grau da deficiência, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doença - CID;

4.1.4.2. A ausência dessas informações implica aceitação pelo candidato de realizar as provas em condições idênticas às dos demais candidatos;

4.1.4.3. O atendimento às condições especiais pleiteadas ficará sujeito, por parte da Unicamp, à análise da razoabilidade do solicitado;

4.1.5. O boleto bancário estará disponível para impressão e pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$62,00, após a conclusão do preenchimento da ficha de solicitação de inscrição e currículo on-line. O pagamento deverá ser efetuado até o primeiro dia útil subsequente ao último dia do período destinado ao recebimento de inscrição via internet, indicado no item 4.1.1 deste item;

4.1.5.1. As inscrições somente serão consideradas aceitas após a confirmação, pelo Banco, do pagamento referente à taxa de inscrição;

4.1.5.2. Em hipótese alguma haverá restituição da taxa de inscrição, bem como isenção total do pagamento;

4.1.6. A confirmação de inscrição será publicada no Diário Oficial do Estado em 26/03/2014;

4.1.7. Antes de efetuar a sua inscrição, o candidato deverá conhecer o edital de abertura de inscrições e certificar-se de que preenche todos os requisitos exigidos. Uma vez efetivada a inscrição, não será permitida em hipótese alguma alterações das informações prestadas, bem como de função e/ou do edital disponível;

4.1.8. O candidato deverá declarar, na solicitação de inscrição via internet, que está ciente das condições exigidas no presente edital. A inscrição do candidato implicará no conhecimento e na tácita aceitação das normas e condições estabelecidas neste Edital, em relação às quais não poderá alegar qualquer espécie de desconhecimento;

4.1.9. É vedada a inscrição condicional, extemporânea, via postal, via fax ou via correio eletrônico;

4.1.10. É vedada a transferência de valor pago a título de taxa para terceiros, assim como a transferência da inscrição para outrem ou para outro Concurso Público;

4.1.11. Para efetuar a inscrição, é imprescindível o número de Cadastro de Pessoa Física (CPF) do candidato;

4.1.11.1. O candidato que não possuir CPF deverá solicitá-lo nos postos credenciados, localizados nas agências bancárias, Correios e Telégrafos e na Receita Federal, em tempo hábil, isto é, de forma que consiga obter o respectivo número antes do término do período de inscrição;

4.1.11.2. Terá sua inscrição cancelada e será automaticamente eliminado do concurso público o candidato que usar o CPF de terceiro para realizar a sua inscrição;

4.1.12. O comprovante de inscrição deverá ser mantido em poder do candidato e apresentado, se necessário e quando solicitado;

4.2. Disponibilização para acesso à inscrição on-line:

4.2.1 A UNICAMP/DGRH disponibilizará um posto de atendimento para a realização da inscrição, on-line, para os candidatos que não possuem acesso à internet, nos dias 24/02/2014 a 10/03/2014, exceto sábados, domingos e feriados, das 09:00 às 12:00 horas e das 14:00 às 16:00 horas no seguinte local:


  • Editora da Unicamp - Departamento Administrativo, à Rua Caio Graco Prado, 50 - Campus Unicamp - Cidade Univerrsitária "Zeferino Vaz" - Barão Gealdo - Campinas -SP.

  • O Candidato deverá apresentar-se ao posto de atendimento munido do Documento de Identidade e do Cadastro de Pessoa Física (CPF);

  • Editora da Unicamp - Departamento Administrativo, à Rua Caio Graco Prado, 50 - Campus Unicamp - Cidade Univerrsitária "Zeferino Vaz" - Barão Gealdo - Campinas -SP.

  • O Candidato deverá apresentar-se ao posto de atendimento munido do Documento de Identidade e do Cadastro de Pessoa Física (CPF);

    4.3. Redução parcial da taxa de inscrição:

    4.3.1. Amparado pela Lei Estadual nº 12.782, de 20.12.2007, o candidato terá direito à redução de 50% (cinquenta por cento) do valor do pagamento da taxa de inscrição, desde que CUMULATIVAMENTE atenda aos seguintes requisitos:

    a) seja estudante regularmente matriculado em uma das séries do ensino fundamental ou médio, curso pré-vestibular, ou curso superior, em nível de graduação ou pós-graduação e

    b) perceba remuneração mensal inferior a 02 (dois) salários mínimos, ou estiver desempregado;

    4.3.2. O candidato que preencher as condições estabelecidas no item 4.3.1 deste edital deverá solicitar a redução do pagamento da taxa de inscrição obedecendo aos seguintes procedimentos:

    4.3.2.1. Realizar a inscrição no endereço eletrônico previsto no item 4.1.1 e 4.1.3;

    4.3.2.2. Preencher total e corretamente em 2 (duas) vias o formulário de requerimento de solicitação de redução de taxa de inscrição disponível no site www.dgrh.unicamp.br;

    4.3.2.3. Imprimir o comprovante de inscrição e o requerimento de solicitação de redução da taxa de inscrição e protocolar nos dias 24/02/2014 a 10/03/2014, exceto sábados, domingos e feriados , das 09:00 às 12:00 horas e das 14:00 às 17:00 horas, na Divisão de Planejamento e Desenvolvimento da Diretoria Geral de Recursos Humanos - Prédio 3 da Reitoria - Campus da Unicamp - Cidade Universitária Zeferino Vaz - Barão Geraldo - Campinas, juntamente com cópias comprobatórias dos seguintes documentos:

    a) certidão ou declaração expedida por instituição de ensino público ou privada, comprovando a sua condição estudantil; ou carteira de identidade estudantil ou documento similar, expedido por instituição de ensino público ou privado, ou por entidade de representação estudantil; e

    b) comprovante de renda especificando perceber remuneração mensal inferior a 02 (dois) salários mínimos comprovados através de Contracheque ou Recibo de Pagamento por serviços prestados ou Envelope de Pagamento ou Declaração do empregador; ou Extrato de Rendimentos fornecidos pelo INSS ou outras fontes. Na falta deste, extrato bancário identificado com o valor do crédito do benefício; ou

    c) Recibo de seguro Desemprego e do FGTS; ou Documentos de Rescisão do último contrato de trabalho, mesmo que temporário. No caso de contrato em Carteira de Trabalho, anexar ainda as cópias da página de identificação. Serão considerados desempregados os candidatos que tendo estado empregados em algum momento, estiverem sem trabalho no período da inscrição;

    4.3.3. Não serão considerados os documentos encaminhados por outro meio que não o estabelecido neste item, deste Edital;

    4.3.4. A informação sobre o deferimento ou não do pedido de redução da taxa de inscrição, será enviada ao candidato, até o prazo final das inscrições, através do e-mail cadastrado quando de sua inscrição. O candidato que tiver a solicitação deferida deverá imprimir boleto com valor da taxa de inscrição reduzida, até a data de vencimento prevista;

    4.3.5. O candidato que não efetivar a inscrição mediante o recolhimento do respectivo valor da taxa, reduzida ou plena, conforme o caso, terá o pedido de inscrição não confirmado;

    4.3.6. Será eliminado do concurso público o candidato que, não atendendo, à época de sua inscrição, aos requisitos previstos no item 4.3.1 deste item, tenha obtido, com emprego de fraude ou qualquer outro meio que evidencie má fé, a redução de que trata a referida lei.



    5. Das provas
    5.1. O concurso público constará das seguintes etapas:

  • Prova Escrita Objetiva (eliminatória e classificatória);

  • Prova Escrita Dissertativa (eliminatória e classificatória);

  • 5.2. A Prova Escrita Objetiva e a Prova Escrita Dissertativa versarão sobre conteúdo programático constante no anexo 1 do presente edital;

    5.3. A aplicação das etapas de provas poderá ocorrer em dias úteis, sábados e domingos.

    5.4. A divulgação do dia, horário e local de realização das Provas Escrita Objetiva e Escrita Dissertativa, bem como a confirmação do dia de realização das provas, será no dia 26/03/2014 no Diário Oficial do Estado e pela internet (www.dgrh.unicamp.br). A data provável para a realização das provas escritas objetiva e escrita dissertativa será dia 13/04/2014. O cumprimento da data prevista dependerá da disponibilidade de locais adequados para a relização das provas;

    5.5. A data, horário e local para entrega da documentação solicitada no item 2.1.2. bem como a data de resultado da análise da documentação pela Comissão Examinadora do Concurso Público, serão divulgados através do edital de resultado das provas escritas objetiva e dissertativa, a ser publicado em Diário Oficial do Estado e pela internet (www.dgrh.unicamp.br), com antecedência mínima de 5 (cinco) dias;

    5.5.1. Caso o candidato não comprove a experiência profissional solicitada no item 2.1.2. será considerado eliminado no Concurso Público na forma do item 5.11.4.

    5.6. As questões da prova escrita objetiva serão do tipo múltipla escolha. O candidato deverá assinalar com caneta as respostas da prova escrita objetiva na Folha de Respostas, que será o único documento válido para correção da prova. O preenchimento da Folha de Respostas será de inteira responsabilidade do candidato, que deverá proceder em conformidade com as instruções específicas contidas nos cadernos de questões;

    5.7. A prova escrita dissertativa deve ser manuscrita, em letra legível e respondida com caneta;

    5.8. As folhas do caderno de respostas não poderão ser assinadas, rubricadas, nem conter em outro local que não o apropriado, qualquer palavra ou marca que as identifique, sob pena de anulação das provas;

    5.9. Os candidatos deverão comparecer ao local das provas com antecedência mínima de 30 (trinta) minutos à hora estabelecida para seu início, munidos de lápis, caneta azul ou preta e borracha, e somente será admitido às provas o candidato que exibir, no ato, documento de identidade original com foto. Não serão aceitos documentos ilegíveis, não identificáveis e ou danificados;

    5.9.1. Não será admitido o ingresso de candidato no local de realização das provas após o horário fixado para o seu início;

    5.10. É vedada a utilização de aparelhos celulares ou quaisquer outros equipamentos eletrônicos não especificados neste edital, corretivo líquido, caneta marca texto, boné, chapéu, ou outros materiais estranhos à prova. A Unicamp fornecerá embalagens nas quais o candidato deverá guardar o aparelho celular desligado. Ao entrar na sala de prova e receber a embalagem, o candidato deverá desligar imediatamente o aparelho celular e colocá-lo na embalagem. Os candidatos devem retirar os celulares das embalagens após saírem do prédio;

    5.11. Será eliminado do concurso público o candidato que:

    5.11.1. Agir com descortesia em relação aos examinadores e seus auxiliares ou autoridades presentes;

    5.11.2. For surpreendido durante a realização das provas, comunicando-se com outro candidato, ou utilizando-se de livros, notas ou impressos não permitidos;

    5.11.3. Deixar de atender a qualquer das convocações da Universidade;

    5.11.4. O não comparecimento às provas ou ainda a não apresentação da documentação solicitada excluirá o candidato automaticamente do concurso público;

    5. 12. Não haverá segunda chamada para nenhuma das provas ou entrega da documentação, seja qual for o motivo alegado;

    5.13. Não serão dadas, por telefone, informações a respeito de datas, de locais e de horário de realização das provas. O candidato deverá observar rigorosamente os editais e os comunicados a serem divulgados na forma dos itens 5.4 e 5.5.



    6. Do Julgamento, Habilitação e Classificação
    6.1. A Prova Escrita Objetiva e a Prova Escrita Dissertativa serão avaliadas na escala de 0 (zero) a 10 (dez) pontos e somente será considerado habilitado o candidato que obtiver nota igual ou superior a 6 (seis) na Prova Escrita Objetiva e 6 (seis) na Prova Escrita Dissertativa observando a seguinte escala:

  • Prova Escrita Objetiva - peso 1 (um);

  • Prova Escrita Dissertativa - peso 2 (dois);

  • 6.2. A prova escrita dissertativa será aplicada no mesmo dia da prova escrita objetiva a todos os candidatos que tiveram suas inscrições confirmadas, mas somente serão corrigidas as dos candidatos habilitados na prova escrita objetiva na forma do item 6.1. As duas provas deverão ser realizadas no tempo máximo de 04 (quatro) horas;

    6.3. A nota final será a média ponderada dos pontos obtidos na Prova Escrita Objetiva e a Prova Escrita Dissertativa;

    6.4. Os candidatos habilitados serão classificados de acordo com a nota final;

    6.5. Em caso de igualdade de nota final, terá preferência, sucessivamente:

    a) o candidato com idade mais elevada, considerando os candidatos com idade igual ou superior a sessenta anos, conforme parágrafo único do artigo 27 do Estatuto do Idoso;

    b) obtiver maior nota na Prova Escrita Dissertativa;

    c) persistindo o empate, terá preferência sucessivamente o candidato mais velho.




    7. Dos Recursos
    7.1. Terá o candidato até 2 (dois) dias para a interposição de recursos, tendo como termo inicial o primeiro dia útil subseqüente à aplicação das provas ou a divulgação de resultados e gabarito da prova escrita objetiva;

    7.2. A matéria do recurso será restrita à alegação de irregularidade insanável ou de preterição de formalidade essencial e não terá efeito suspensivo;

    7.3. O candidato deverá preencher em 2 (duas) vias o formulário de recurso disponível no site www.dgrh.unicamp.br devendo utilizar 1 (um) formulário para cada questão. Formulários contendo mais de 1 (uma) questão não serão aceitos;

    7.4. O recurso será dirigido à Diretoria Geral de Recursos Humanos devendo ser protocolado no horário das 09:00 às 12:00 horas e das 14:00 às 17:00 horas, na Divisão de Planejamento e Desenvolvimento da Diretoria Geral de Recursos Humanos - Prédio 3 da Reitoria - Campus da Unicamp - Cidade Universitária Zeferino Vaz - Barão Geraldo - Campinas/SP, contendo os fundamentos da pretensão;

    7.4.1. Não serão aceitos recursos interpostos pelos Correios, por meio de fax, por email ou por qualquer outro meio além no previsto neste edital;

    7.5. Admitido o recurso, será encaminhado à Comissão Examinadora, quando a ela pertinente, que deverá proferir manifestação fundamentada sobre o assunto, decidindo pela reforma ou manutenção do ato recorrido, no prazo de 05 (cinco) dias úteis, que será publicada em Diário Oficial do Estado e no site:www.dgrh.unicamp.br;

    7.6. Não serão aceitos, sob hipótese alguma, pedidos de revisão ou vista de prova, bem como arredondamento de médias, em quaisquer fases do concurso público;

    7.7. As respostas dos recursos estarão a disposição do recorrente na Divisão de Planejamento e Desenvolvimento da Diretoria Geral de Recursos Humanos - Prédio 3 da Reitoria - Campus da Unicamp - Cidade Universitária Zeferino Vaz - Barão Geraldo - Campinas/SP;

    7.7.1. O recorrente que desejar obter cópia da resposta de seu recurso, deverá solicitá-la por escrito. A solicitação deverá ser protocolada no horário das 09:00 às 12:00 horas e das 14:00 às 17:00 horas, na Divisão de Planejamento e Desenvolvimento da Diretoria Geral de Recursos Humanos - Prédio 3 da Reitoria - Campus da Unicamp - Cidade Universitária Zeferino Vaz - Barão Geraldo - Campinas;

    7.8. Se da análise dos recursos contra a prova escrita objetiva e ou escrita dissertativa resultar anulação de questão, os pontos a ela correspondentes serão atribuídos a todos os candidatos presentes, independentemente da formulação de recurso.



    8. Da convocação e admissão
    8.1. A convocação obedecerá à rigorosa ordem de classificação. Os candidatos serão convocados através de edital a ser publicado no Diário Oficial do Estado;

    8.2. O candidato deverá atender aos requisitos dos itens 2.1.1, 2.1.3, 2.1.4, 2.1.5, 2.1.6, 2.1.7 , deste edital, apresentando os comprovantes das condições ali estabelecidas e demais documentos necessários, conforme relação a ser entregue ao candidato quando da convocação;

    8.2.1. Para comprovação do item 2.1.8 do edital o candidato deverá se submeter a exame médico pré-admissional, a ser realizado pela UNICAMP em data a ser oportunamente agendada;

    8.3. O não atendimento à convocação e/ou a inexatidão ou irregularidade da comprovação do disposto nos itens 8.2 e 8.2.1 deste edital eliminará o candidato do concurso público;

    8.4. O candidato será considerado desistente e excluído tacitamente deste Concurso Público quando não comparecer às convocações na data estabelecida ou manifestar sua desistência por escrito;

    8.5. Será excluído do certame o candidato que, ao ser convocado, não aceitar ser admitido na unidade indicada pela UNICAMP;

    8.6. O candidato não deverá ocupar cargos públicos ou receber proventos de aposentadoria, ressalvados os cargos acumuláveis previstos no Artigo 37, inciso XVI da Constituição Federal e Decreto Estadual n.41.915/97;

    8.7. A admissão para a função dar-se-á nos termos do Estatuto dos Servidores da Universidade (ESUNICAMP). O candidato admitido deverá cumprir estágio probatório referente a um período de 03 (três) anos de efetivo exercício, durante o qual será submetido à avaliação especial de desempenho, nos termos da legislação aplicável à UNICAMP. Passado o período do estágio probatório e tendo sido considerado apto, o admitido passará a gozar da estabilidade prevista no Artigo 41, parágrafo 4º da Constituição Federal;

    8.8. O candidato terá 30 (trinta) dias a partir da publicação de sua admissão no Diário Oficial do Estado para entrar em exercício. O não atendimento do prazo será considerado como desistência da função por parte do candidato.



    9. Da Comissão Examinadora
    9.1. Compete à Comissão Examinadora processar o certame, cabendo indicar as matérias sobre as quais versarão as provas, formular as questões, realizar as provas escritas, emitir julgamentos mediante atribuição de notas, analisar documentações e apreciar os recursos eventualmente interpostos;

    9.2. Na hipótese de superveniente incapacidade ou impedimento de membro da Comissão Examinadora, a Diretoria Geral de Recursos Humanos, providenciará se necessária a substituição, qualquer que seja a fase do concurso público, sem prejuízo dos atos já praticados;

    9.3. A Comissão Examinadora do concurso público está assim constituída:

    Titulares: Eduardo Roberto Junqueira Guimaraes, Jose Emilio Maiorino, Ricardo Pereira Lima, Elisabeth Regina Marchetti, Lucia Helena Lahoz Morelli.

    Suplentes: Silvana de Novais, Francis de Freitas.



    10. Disposições Finais
    10.1. A inscrição implicará no conhecimento das presentes instruções pelos candidatos e no compromisso tácito de aceitação das condições do concurso público, tais como aqui se acham estabelecidas;

    10.2. O resultado final das provas será publicado no Diário Oficial do Estado;

    10.3. O concurso público terá validade de 01 (um) ano a contar da data de publicação do edital de homologação em Diário Oficial do Estado, podendo ser prorrogado por igual período;

    10.4. O candidato deverá manter atualizado seu endereço junto à Divisão de Planejamento e Desenvolvimento da Diretoria Geral de Recursos Humanos. São de inteira responsabilidade do candidato prejuízos decorrentes da não atualização do seu endereço;

    10.5. A UNICAMP não se responsabiliza por eventuais prejuízos ao candidato decorrentes de:

    a) endereço não atualizado;

    b) endereço de difícil acesso;

    c) correspondência devolvida pela ECT por razões diversas de fornecimento e/ou endereço errado do candidato;

    d) correspondência recebida por terceiros;

    10.6. Os candidatos não classificados deverão requerer a devolução dos documentos apresentados no prazo de 30 (trinta) dias a contar da data da publicação da homologação do referido concurso público, findo o qual serão inutilizados;

    10.7. A não comprovação ou a inexatidão no atendimento do disposto no presente edital, no prazo estabelecido, eliminará o candidato do concurso público;

    10.8. Os itens deste edital poderão sofrer eventuais alterações, atualizações ou acréscimos enquanto não consumada a providência ou evento que lhes disser respeito, até a data de convocação para a etapa correspondente, circunstância que será mencionada em Edital a ser publicado;

    10.9. Todos os atos e editais referentes a este concurso público serão divulgados no Diário Oficial do Estado e no site www.dgrh.unicamp.br.


    ANEXO 1

    PROGRAMA E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



    PROGRAMA:
    1. Língua e gramática: 1.1. Concepções de gramática; tipos de gramática. Correção e incorreção. Propriedade e impropriedade. 1.2. A normalização do texto e a questão do estilo. 2. Língua Portuguesa (padrão culto): 2.1 - Grupos vocálicos. 2.2 - Divisão silábica. 2.3 - Ortografia (atualizada segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, em vigor no Brasil a partir de 2009). 2.4 - Estrutura de palavras. 2.5 - Flexões do substantivo. 2.6 - Flexões do adjetivo. 2.7 - Verbos: classificação, conjugação, predicação. 2.8 - Crase. 2.9 - Pronomes: classificação e seu emprego. 2.10 - Palavras homônimas, parônimas, cognatas e sinônimas. Propriedade vocabular. 2.11 - Estrutura da oração e do período. 2.12 - Concordância verbal e nominal. 2.13 - Regência verbal e nominal. 2.14 - Emprego dos tempos e modos verbais. 2.15 - Sintaxe de colocação. 2.16 - Pontuação. 3. Editoração: 3.1. Marcas de revisão. 3.2. Etapas da revisão. 3.3. Bibliografia. 3.3. Indexação. 3.4. Citação e realce gráfico. 3.5. Estrutura do livro (parte pré-textual, parte textual, parte pós-textual, elementos extratextuais).




    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
    ARAÚJO, Emanuel. A construção do livro: Princípios da técnica de editoração. 2ª edição revista e atualizada. Rio de Janeiro, Lexikon, 2011. BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. Atualizada pelo Novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro, Editora Lucerna, 2009. COSTA VAL, M. Graça. Redação e textualidade. 3ª edição. São Paulo, Martins Fontes, 2006. CUNHA, C. F. e CINTRA, L. F. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 6ª edição. Rio de Janeiro, Lexikon, 2013. FARIA, Maria Isabel e PERICÃO, Maria da Graça. Dicionário do livro: Da escrita ao livro eletrônico. São Paulo, Edusp, 2008. HENRIQUES, Claudio Cezar. A nova ortografia: O que muda com o Acordo Ortográfico. 5ª edição. Rio de Janeiro, Campus/Elsevier, 2009. LETRAS, Academia Brasileira. Vocabulário ortográfico da língua portuguesa. 5ª edição. São Paulo, Global Editora, 2009. LIMA, Rocha. Gramática normativa da língua portuguesa (edição revista segundo o novo Acordo Ortográfico). 51ª edição. Rio de Janeiro, José Olympio, 2013. LUFT, Celso Pedro. Novo manual de português. São Paulo, Globo, 2005.

    ANEXO 2

    DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES

    Rever textos, atentando para as expressões utilizadas, sintaxe, ortografia e precisão para assegurar-lhes correção, clareza, concisão e harmonia. Recolher, redigir, interpretar e organizar informações. Fazer seleção, revisão e preparo definitivo de matérias a serem divulgadas em jornais, revistas, televisão, rádio, internet, assessorias de imprensa e quaisquer outros meios de comunicação com o público.



    DIVISÃO DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO

    quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

    A confecção do livro: produção gráfica editorial - Formação a Distância - Março 2014

    Carga Horária: 39 horas
    Data: 26 de março a 18 de junho de 2014
    Inscrições até: 20/03/2014 ou enquanto houver vagas.
    Valor: R$ 410
    Para mais informações, clique aqui

    Local  
    O curso será online, oferecido pela Universidade do Livro (UNIL) em parceria com o Instituto Brasil Leitor (IBL), Núcleo de Educação a Distância da Unesp (NEaD), TV Unesp, Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp (ACI) e utilizará o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) – Moodle.

    Público Alvo
    Produtores gráficos, designers de mídia impressa, compradores e vendedores de serviços gráficos, editores, assistentes editoriais, bibliotecários, empreendedores e futuros empreendedores, estudantes de arte, design, arquitetura, comunicação e editoração.
    INFORMAÇÕES IMPORTANTES
    Pagamentos:
    em boleto: até dia 14 de março de 2014; em cartão de crédito: até dia 20 de março de 2014.

    Conteúdo
      A anatomia do livro. O processo de produção, suas variáveis e mecanismos de controle. A pré-impressão – texto e imagem; fotografia, ilustração, softwares de editoração eletrônica e tratamento de imagens. Fotolitos e provas, sistemas analógico e digital (CTP/DTP). A impressão: sistemas, papéis e tintas de impressão. Impressão em baixas tiragens (on demand). O acabamento: formatos, montagem dos cadernos, colecionamento e encadernação, acabamentos especiais. Critérios para avaliação da qualidade do produto. Critérios de escolha de fornecedores de material e serviços gráficos.

    Objetivos
      Fornecer elementos para o conhecimento básico do processo de produção do livro, destacando as várias etapas desse processo, sua interrelação e a importância do controle em cada uma delas para a qualidade do produto.

    Metodologia
      Este curso requer uma dedicação de, ao menos, 3 horas semanais para o estudo dos conteúdos e a realização dos exercícios.
    A partir de 26 de março e a cada 4a. feira, estará disponível uma nova aula na plataforma, até o término do curso (18 de junho de 2014).
    Entre os dias 24 e 25 de março, os inscritos receberão um e-mail com as informações sobre o acesso à plataforma do curso (login, senha, etc.).
    CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
    Para a aprovação do curso o aluno deverá, por meio da plataforma:
    1. realizar as atividades sugeridas;
    2. realizar 70% do total de exercícios indicados durante as aulas.

    Observação: A inobservância dos critérios apresentados acarretará a não conclusão do curso.
      ATENÇÃO!!!

    Para realizar boa parte dos exercícios propostos ao longo do curso de Produção Gráfica Editorial, é necessário manusear diretamente alguns livros que possuem características específicas abordadas nas aulas. Assim, escolha 01 livro de cada um dos grupos de obras que se seguem (G1, G2, G3, G4 e G5) e componha um conjunto de 05 títulos que irá subsidiar suas atividades. Todas as obras de um mesmo grupo possuem características afins para os objetivos visados pelo curso, por isso não podem ser repetidas obras de um mesmo grupo na organização do conjunto. Uma vez selecionadas as obras e fechado o conjunto, tanto você pode adquiri-las numa livraria de sua cidade quanto pode comprá-las em livrarias virtuais, voltadas ao e-commerce (sugestão de sites de livrarias virtuais: www.saraiva.com.br; www.livrariacultura.com.br; www.siciliano.com.br; www.submarino.com.br )*. Ou, se for mais conveniente para você, pode simplesmente não comprar as obras, limitando-se a manuseá-las em livrarias ou bibliotecas de sua cidade. O importante é o contato sensorial com esses livros.
    Exemplo de conjunto de obras para realização dos exercícios:
    1. Angry birds – Os azuis (obra selecionada de G1)
    2. Menino Drummond (obra selecionada de G2)
    3. Dicionário de um banana 7 – Segurando vela (obra selecionada de G3)
    4. Dylan (obra selecionada de G4)
    5. Seu guia passo a passo Paris (obra selecionada de G5)
    Clique aqui para baixar a planilha de livros.
    (*) Caso você opte por fazer a compra dos livros que compõem o conjunto básico necessário para o curso na Livraria da Unesp (contato com a Sra. Maria Antonia pelo e-mail: livraria@editora.unesp.br ou pelos telefones: (11) 3107-2623, 3242-7171/ramal 102), poderá adquiri-los com um desconto especial, concedido exclusivamente para os alunos participantes do curso.

    Docente
      Márcia Signorini
    Arquiteta, mestre e doutora pela FAU-USP, especializada em tecnologia gráfica e controle de qualidade. Diretora da Signorini Produção Gráfica, empresa de assessoria na área de produção gráfica editorial.

    segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

    Especialização em Tradução de inglês ou espanhol

    Recebi um e-mail com as informações abaixo, sobre cursos de pós-graduação em tradução (inglês ou espanhol) e ensino de língua inglesa ou espanhola na Universidade Estácio de Sá.

    Não tenho informações sobre a qualidade do curso, mas parece interessante.

    ***

    Iniciamos o processo seletivo dos candidatos aos cursos de Especialização em Tradução de inglês ou espanhol e de Ensino de Língua inglesa ou espanhola.
    Os cursos podem ser feitos presencialmente nas cidades de SP, RJ, POA, DF e BH. Mas também podem ser feitos à distância, acompanhando as aulas pela Internet, assistindo pela TV da nossa Universidade às aulas que são transmitidas em tempo real, como se estivesse dentro da sala de aula, ao vivo, podendo participar ativamente, tirando suas dúvidas, etc. Ou, se preferir, também poderá assistir a essa mesma aula gravada em vídeo no seu tempo livre e quantas vezes quiser.

    Os candidatos devem ter um bom domínio da língua inglesa ou espanhola e enviar seu currículo a acessopos@gmail.com

    Na pós em Tradução (de inglês ou espanhol) você poderá praticar tradução técnica, literária, de legendas de filmes, jurídica, etc., e se especializar nessa profissão. Os nossos cursos de pós-graduação em tradução são uma referência no Brasil há mais de 10 anos.

    A pós em Ensino de língua espanhola é feita em parceria com o Instituto Cervantes-RJ. O aluno recebe o certificado de pós-graduação lato sensu da Universidade e o certificado do Cervantes de Tutor de Aula Virtual de Espanhol (AVE).

    O curso de pós-graduação de Ensino de língua inglesa é realizado em parceria com a Bridge, uma das maiores instituições de ensino de língua dos EUA. O aluno recebe o certificado de pós-graduação lato sensu da Universidade Estácio de Sá e o certificado Internacional da Bridge, reconhecido pela ACCET (do governo dos EUA).

    A pós em Interpretação de conferências conta com a colaboração da Direção Geral de Interpretação da União Europeia e a MGM. O objetivo do curso é formar intérpretes capacitados para atuar com excelência no mercado de trabalho, tanto na modalidade consecutiva quanto na simultânea. O curso é oferecido em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os candidatos devem enviar o currículo a cultestacio@gmail.com para agendar entrevista nas próximas semanas.

    Toda a informação sobre estes cursos está no site www.cultestacio.com.br

    Atenciosamente,
    Profª. Meritxell Almarza e Prof. José Luis Sánchez
    Coordenação - CULT - Central Universitária de Língua e Tradução
    Universidade Estácio de Sá

     

    Mesmo crescendo, e-book não chega a 1% do faturamento

    Matéria publicada originalmente no site da revista Exame, em 05/09/2013


    Mercado de livros digitais cresceu mais de 350% de 2011 para 2012, mas mesmo assim não consegue ter um faturamento expressivos nas editoras 

     

    Akemi Nitahara, da Agência Brasil

    Rio de Janeiro – O mercado de livros digitais cresceu mais de 350% de 2011 para 2012. Mesmo assim, ainda não alcança 1% do faturamento das editoras no Brasil. É o que aponta a pesquisa feita pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). A diretora da CBL, Susanna Florissi, garante que o livro digital, ou eBook, já é uma realidade, mas tanto o mercado editorial como os consumidores ainda precisam se adaptar à nova plataforma de leitura.
    “Tem vários formatos, uns são mais simples, como o próprio PDF, que muitos profissionais não consideram como livro digital mas eu considero, temos o ePub, e existem também livros digitais muito mais elaborados, que são mais caros de serem produzidos, como os livros interativos, que tem som, movimento, vídeo no livro”.

    O PDF é um formato mais "duro”, sem adequação, por exemplo, do tamanho da letra, mas é de fácil acesso e compatível com praticamente todos os computadores, tablets e smartphones. O ePub é a plataforma mais popular para eBooks, é estático e oferece adequação do tamanho da letra. Já os aplicativos são produtos desenvolvidos para ter mais interatividade e possibilidades, como movimento, áudio e vídeo.

    Susanna ressalta que, no Brasil, o setor ainda está no início do desenvolvimento, mas o mundo inteiro está se acostumando a esse modelo de negócios. “Todos estão tentando ver que custo vai ter o livro de fato, qual o preço que o livro deve ser vendido, estamos todos nessa busca”.

    De acordo com a pesquisa da CBL, 68% das editoras comercializam livros digitais, sendo que 59% ainda estão inseguras quanto ao formato a ser utilizado. Do total que respondeu a pergunta, 58,7% usam plataformas dos canais de venda e 52,4% usam distribuidoras digitais. A maioria, 70%, vendem o arquivo com DRM, um tipo de bloqueio que não permite que sejam feitas cópias.

    Quanto ao faturamento, 54% disseram que a venda de livro digital não chega a 1% do total e 10,53% responderam que está acima de 50%. Para Suzanna, é uma questão de tempo e investimento para o mundo da leitura se fundir com o virtual. “Não que o livro impresso vá desaparecer, mas simplesmente o livro digital é um complemento, principalmente o livro didático”, diz.

    “Com o passar do tempo vamos ter mais possibilidade de todo mundo entender o que é o livro digital, até por isso o nosso esforço com o Congresso, trazer pessoas de fora. Desde que a gente passou a mandar os livros para a gráfica não mais em filme, não mais em fotolito, mas sim em PDF, a gente tem o livro digital. Agora, sempre que eu começo a escrever um livro, não penso mais só naquilo que via no PDF, penso naquilo que vai também para o aplicativo, para uma nuvem onde eu tenho interatividade, então já é uma nova forma de escrever e de se publicar”.

    De acordo com Suzanna, grandes corporações como Apple Store e Google Play são os principais meios de venda do livro digital. Com um estande na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, o gerente de Parceiras do Google Brasil, Newton Neto, explica que o momento é de difundir o livro digital para popularizar cada vez mais a plataforma.

    “É um movimento natural que deve acontecer no Brasil. Ontem a gente anunciou que é mais de 1 bilhão de celulares com dispositivo Androide no mundo, então acho que as plataformas móveis vão ajudar a popularizar muito o livro digital e é um caminho natural, que vai acontecer com o tempo”.

    A Google Play tem, no Brasil, 5 milhões de livros disponíveis para venda e download gratuito, das principais editoras brasileiras. Na Apple Store, estão disponíveis para o leitor mais de 1,5 milhão de livros digitais.

    Na Bienal, a Google disponibilizou tablets e celulares com conteúdo pré-carregado para as pessoas testarem a plataforma. “Há um interesse muito grande, principalmente pelos jovens, na adoção do livro digital, desperta muita curiosidade. É uma oportunidade que o Brasil tem de popularizar a leitura, por meio das mídias digitais, pois os desafios logísticos no país são grande, pra você mandar um livro impresso para um leitor em Manaus é muito complicado, então a gente acredita que essa plataforma vai reduzir a distância entre os leitores e o livro”, diz Neto.

    Outra prova da tendência da digitalização dos livros é o sucesso do Portal Domínio Público, do Ministério da Educação (MEC). Criado em 2004 com 500 obras, hoje são 171.311 obras disponíveis, a maioria de textos, mas também há imagens, sons e vídeos.

    De acordo com o MEC, o portal está em processo de reestruturação e, apesar de estar sem atualização há três meses, continua campeão de acesso no portal do ministério, com média mensal 400 mil acessos. Além de obras que já estejam em domínio público de acordo com a lei de direitos autorais, autores que queiram divulgar seu trabalho também disponibilizam material no portal.

    Entre os destaques do Domínio Público estão a obra completa de Machado de Assis, disponibilizado por ocasião do centenário de morte do escritor, em 2008, poemas de Fernando Pessoa, peças de William Shakespeare, Sófocles e Gil Vicente, livros de Joaquim Nabuco, Aluísio Azevedo, Eça de Queiroz, Miguel de Cervantes e Julio Verne, além de literatura infantil, música erudita brasileira, hinos e a coleção História Geral da África. Os arquivos são disponibilizados em formato PDF para textos e MP3 para áudios.

    O recordista de acessos no Portal Domínio Público é a Divina Comédia, de Dante Aliguieri, com mais de 2 milhões de downloads. Em segundo lugar está Angola e as Novas Tecnologias de Informação, de Victor Natanael Narciso, com 1,8 milhão de acessos, seguido de Poemas, de Fernando Pessoa, com 831 mil downloads, e Romeu e Julieta, de William Shakespeare, que foi acessado por 546 mil pessoas.

    O Ministério da Educação também planeja para 2015 a inclusão de livros em formato digital na distribuição do Programa Nacional do Livro Didático.

    quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

    Preparação e revisão: o trabalho com o texto - fevereiro 2014

    #CURSO
    Preparação e revisão: o trabalho com o texto - fevereiro 2014

    Carga Horária: 12 horas
    Data: 17 a 20 de fevereiro de 2014
    Horário: 18h as 21h
    Inscrições até: 16/02/2014 ou enquanto houver vagas.
    Valores: R$ 495 / R$ 396 (valor exclusivo para estudantes e profissionais da Unesp e do mercado editorial)
    Link para a inscrição: clique aqui

     
    Local 
    A Universidade do Livro funciona no prédio da Fundação Editora da UNESP (FEU) - Praça da Sé, 108, Centro - São Paulo, SP – CEP: 01001-900 - Esquina com a Rua Benjamin Constant – Metrô Sé.
    Público Alvo
    Copidesques, revisores, assistentes editoriais, estudantes de letras, tradutores, escritores, bibliotecários e demais interessados.

    Conteúdo
    O trabalho do preparador de textos/copidesque e sua prática dentro de uma editora. As técnicas desenvolvidas no copidesque e na revisão de provas. Padronização e uniformização de critérios de revisão. Os limites de intervenção do copidesque e do revisor visando ao aprimoramento do texto.

    Objetivos
    Conhecimento e desenvolvimento da prática de preparação/copidesque e revisão de textos para publicação. Apresentação e discussão de técnicas de trabalho com o texto. Proporcionar uma discussão do trabalho do copidesque/revisor.

    Docente
    Ibraíma Dafonte Tavares
    Formada em Letras, atua no mercado editorial desde 1988. Começou sua carreira no Círculo do Livro, trabalhou como tradutora e preparadora autônoma e durante três anos coordenou alguns canais de conteúdo da AOL Brasil. Atualmente é editora executiva da Editora Alaúde, que publica livros de não ficção, e de seu selo de literatura, o Tordesilhas.
     

    A construção do projeto editorial: teoria e prática - fevereiro 2014

    #CURSO
     A construção do projeto editorial: teoria e prática - fevereiro 2014

    Carga Horária: 10h30
    Data: 10 a 12 de fevereiro de 2014
    Horário: 18h as 21h30
    Inscrições até: 10/02/2014 ou enquanto houver vagas.
    Valor: R$ 509,00 / R$ 407 (valor exclusivo para estudantes e profissionais da Unesp e do mercado editorial)
    Link para inscrição: clique aqui


    Local 
    A Universidade do Livro funciona no prédio da Fundação Editora da UNESP (FEU) - Praça da Sé, 108, Centro - São Paulo, SP – CEP: 01001-900 - Esquina com a Rua Benjamin Constant – Metrô Sé.
    Público Alvo Editores, publishers, coordenadores e consultores editoriais, estudantes de comunicação e editoração, empreendedores e futuros empreendedores, proprietários e futuros proprietários de editoras, outros profissionais e futuros profissionais de editoras e demais interessados.

    Conteúdo  
    1. Conceito de edição. A natureza da edição de livros. A organização de uma editora.
    2. Catálogo editorial: gêneros, linhas e séries/coleções. Foco editorial e construção de catálogo.
    3. A natureza de um planejamento editorial. A justificativa de um projeto editorial.
    4. Acompanhamento de projetos editoriais e sua execução nas áreas de interesse geral, literatura infantojuvenil e didática. Exemplos concretos.
    5. Quando o custo ocorre antes do preço. Quando o preço é definido antes do custo.
    6. Quando a estratégia de colocação é definida antes do preço. Quando o preço é definido antes da estratégia de colocação.
    7. A estrutura e o funcionamento editorial para um trabalho centrado em projetos ¬ matriz de responsabilidades.
    8. Como avaliar os resultados em função de projetos editoriais.


    Objetivos 
    A partir da experiência de inúmeros projetos de livros avulsos, séries, coleções e linhas editoriais desenvolvidos em mais de 30 anos em editoras de grande e pequeno porte, apresentar os elementos que devem ser considerados na construção de um projeto editorial. Discutir as relações entre os custos, os preços e as estratégias de colocação dos livros. Discutir projetos editoriais nas áreas didáticas, de interesse geral e infanto-juvenil com base em exemplos concretos. Apresentar os passos para a construção do projeto, para seu desenvolvimento e sua avaliação.

    Docente 
    Jiro Takahashi
    Trabalha no mercado editorial desde 1966. Tendo iniciado na Editora Ática como datilógrafo de originais, trabalhou na empresa por mais de 25 anos, com a responsabilidade na criação de séries, como a Vaga-Lume, Para Gostar de Ler, Autores Brasileiros, Nosso Tempo, além do novo conceito de Livro do Professor para os livros didáticos a partir dos anos 1970. Atuou na direção editorial da Abril Educação, Nova Fronteira, Editora do Brasil, Ediouro e Editora Prumo. E mestre em Letras pela USP, tendo lecionado por mais de 30 anos nos cursos de Letras, Tradutor e Intérprete, do Unibero, e em cursos de gestão e planejamento econômico na pós-graduação da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado.

    terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

    Vaga para revisor de texto

    REVISOR DE TEXTO  
    Tipo: Vagas  
    Cargo: Revisor de Texto 
    OBSERVAÇÕES  Editora de livros contrata Revisor de Texto c/ exp. CV p/  jobeditorial.rh@gmail.com
    Obs: vaga anunciada no jornal Folha de S.Paulo e visualizada em 04/02/2014.

    sábado, 1 de fevereiro de 2014

    Vaga para Analista de produção de texto

    Vaga: Analista de produção de texto
    Yendis Editora (São Caetano do Sul/SP)

    Formação
    Ensino superior completo em Letras ou Produção Editorial

    Idioma
    Inglês (nível intermediário)

    Tarefas
    Preparação de originais e revisão de português; organização de originais; desenvolvimento de textos de quarta capa e orelhas; contratação de prestadores de serviço, validação de trabalho terceirizado e liberação de pagamento; elaboração de contratos; conferência de provas heliográficas; contato com autores.

    Requisitos
    Domínio gramatical e ortográfico da língua portuguesa (Novo Acordo Ortográfico), conhecimento das marcas de revisão, experiência com rotina editorial (principalmente com os processos de preparação de originais e revisão ortográfica).

    Horário
    Seg a qui: 8h-18h / Sex: 8h-17h

    Salário
    Na faixa de R$2.000,00

    Benefícios
    VT, VR, assistência médica, seguro de vida

    Favor encaminhar currículos para o email: marcelo@yendis.com.br

    Quero ser editor(a), o que devo estudar?


    "Quero ser editor(a), o que devo estudar?" 

    Estudar bastante. :)

    Recebi vários e-mails em que as pessoas me faziam essa pergunta, mas ela não tem resposta certa ou errada e nem única. Tudo depende do tipo de trabalho que elas gostariam de fazer dentro de uma editora.

    Que eu saiba, no Brasil, não existe um curso tão abrangente que forme editores completos. Quero dizer, para ser editor, não é necessário fazer uma faculdade específica, embora a maioria dos editores que conheço seja formada em Letras, Tradução, Jornalismo ou Produção Editorial. Se não me engano, o editor com quem trabalho é formado em Ciências Sociais. E conheço um outro que é formado em Tecnologia da Informação. E também conheço editoras que buscam profissionais formados em determinadas áreas (como, por exemplo, Matemática, Física ou Biologia) para editar livros didáticos dessas áreas.

    Na minha opinião, o curso de Letras ou Tradução ou Jornalismo combinado ao curso de Produção Editorial se complementam, porque os primeiros dão ao profissional uma bagagem mais "cultural", a capacidade de julgar a qualidade de um texto e também de redigi-los com clareza e qualidade, enquanto o segundo permite que ele pense com mais segurança sobre o formato que servirá de suporte para esse material intelectual (livro físico, e-book, cores da capa, tipo de papel etc.), para que o resultado seja um livro bom.

    Por outro lado, a pessoa pode gostar de trabalhar com texto (tradução, revisão, supervisão de tradução e revisão, redação de texto de introdução, texto de contracapa, material de divulgação etc.) e se tornar uma editora de texto (e não necessariamente de arte - que cuida da "aparência" do livro).

    Além dos cursos de graduação mais comuns entre os editores, também existem outros cursos complementares, como os três abaixo que fiz há alguns anos:

    1. Produção Editorial na Universidade do Livro / Editora Unesp (São Paulo, SP). Esse curso dá uma ideia geral de como funciona o processo de produção de livros. Como é um curso rápido (dura algumas semanas), ele não se aprofunda muito, mas vale muito a pena para quem está começando a trabalhar na área. Fiz a versão presencial desse curso por recomendação do atual diretor com quem trabalho e gostei. A Universidade do Livro fica na Praça da Sé e oferece vários outros cursos voltados para a área editorial.

    2. Direitos Autorais a distância na FGV-RJ. Esse curso dá uma ideia do que são os direitos autorais, por que existem e como trabalhar de forma que os direitos autorais não sejam desrespeitados.

    3. Instrução para a Produção de Livros a distância na PUC-RS. Esse curso é meio parecido com o curso de Produção Editorial que fiz na Universidade do Livro, mas achei um pouco mais fraco.


    Sou formada em Bacharelado em Letras com Habilitação de Tradutor em francês e italiano pela Unesp de São José do Rio Preto e, se soubesse que me tornaria editora, tentaria entrar no curso de Editoração da USP, que parece ser excelente, logo depois de ter me formado em Tradução, para ter uma formação mais completa. Hoje em dia eu não me vejo fazendo o curso, pois não conseguiria conciliá-lo com o trabalho interno em uma editora e seria difícil me manter apenas como tradutora e revisora free-lance em uma cidade como São Paulo (as contas mensais não são baratas).

    Há alguns anos, comecei a pesquisar cursos de pós-graduação voltados para a área editorial e um deles foi o Publishing Management na FGV do Rio de Janeiro. Procurei informações sobre o curso, mas não encontrei. Não sei se ele continua ativo.

    Em São Paulo, na FGV, não havia essa opção de curso, mas havia outras instituições que ministravam outros voltados para a mesma área, no entanto, não me senti confiante em fazer nenhum desses cursos. Em geral, me pareciam empresas querendo apenas ganhar dinheiro sem oferecer um curso de qualidade em troca.

    Também encontrei um curso de pós-graduação em edição de livros em Belo Horizonte (que não consegui localizar hoje e não sei se ainda existe).

    Depois de pesquisar bastante e pensar por um bom tempo, decidi pelo curso de MBA em Gerenciamento de Projetos na FGV (este), que estou quase terminando. Para mim foi uma boa escolha, embora, no fim, eu tenha ficado exausta. Decidi fazê-lo com o objetivo de ter uma visão mais abrangente dos projetos editoriais - considerando que cada livro é um projeto, pois cada um tem características peculiares e para ver se eu conseguia adquirir bagagem suficiente para melhorar os processos das editoras por onde eu passar.

    Nos Estados Unidos, entre outros, existem esses dois cursos que parecem ser muito bons: um no Summer Publishing Institute (ligado à Universidade de Nova York, NYU) e outro é o http://publishing-course.yale.edu/. Eu tenho bastante interesse em fazer o primeiro.

    Se souberem de mais cursos relacionados ao meio editorial, por favor, deixem um comentário que depois atualizo a lista desse post. Obrigada!

    E se por acaso decidirem ser editores, busquem aprimoramento sempre. Afinal de contas, o mundo merece bons editores e, consequentemente, bons livros. Talvez seja ingenuidade, mas acredito que bons livros podem, sim, mudar a vida das pessoas para melhor (e tornar a sociedade melhor para todos também).

    ***

    Talvez este outro post que escrevi há alguns anos também interesse:
    Então você quer ser editor(a) de livros?

    ***

    Update (27/12/2016), dica da Jéssica: Mestrado em Estudos Editoriais na Universidade de Aveiro, em Portugal: https://www.ua.pt/ensino/course/119 (obrigada pela contribuição, Jéssica! :)

    Update (09/01/2016), dica da Karina Goto, da minha turma de MBA em Book Publishing: Columbia Publishing Course em Nova York (6 semanas) - https://journalism.columbia.edu/columbia-publishing-course ou em Oxford (4 semanas) - https://journalism.columbia.edu/columbia-publishing-course-oxford-university. Valeu, Karina!



    Visita à Gráfica Ipsis ou Como nascem os livros

    Hoje fechamos o curso lá na Universidade do Livro com a visita à gráfica Ipsis.

    Queria ter tirado mais fotos e feito vídeos decentes, mas não consegui. Então ficam apenas as fotos que se salvaram (das poucas que tirei) de partes do processo de impressão e acabamento dos livros:

                       Chapa onde as páginas são gravadas para depois irem para as impressoras 

    Os arquivos dos livros (arquivo do miolo, que são as páginas, e arquivo da capa, em .pdf em alta resolução) chegam à gráfica, os profissionais verificam se os arquivos e imagens tem algum problema e, se estiver tudo ok, eles geram uma "plotter" (prova impressa) - uma reprodução do que será o livro. Essa plotter (impresso em um papel x, que não é o papel em que o livro de fato será impresso, serve mais para checar conteúdo, se o texto está ok, se as páginas estão posicionadas no lugar certo) é enviada para a editora e, se for aprovada, as chapas de alumínio são gravadas (há máquinas e softwares específicos que pegam as informações dos arquivos em .pdf e registram as informações nessas chapas, que depois são colocadas nas máquinas de impressão) e o processo se inicia.


       Ao fundo, uma máquina impressora e, à direita, pilhas de "cadernos" impressos

    Caderno é uma parte que compõe o livro. Se vocês olharem na parte perto da lombada, vão ver que o livro é composto por várias "partes" (são os "cadernos"). Em cada folha (as folhas para impressão têm formatos grandes - na editora, usamos bastante o 66 cm x 96 cm) dá para imprimir um ou dois cadernos, dependendo do formato do livro, e depois todos os cadernos do livro são costurados e colados. Acontece assim para a impressão ser mais rápida - várias páginas são impressas de uma vez.

                               Parte da gráfica e pilhas de material já impresso

    Depois que esse material é impresso, cada folha (ou metade da folha, se o livro tiver formato pequeno) passa pelas dobradeiras, máquinas que dobram a folha impressa nos lugares certos, onde é feito também o "picote", um corte de leve nas dobras (as folhas não ficam totalmente grudadas, mas não ficam totalmente soltas). Então os cadernos são costurados em uma máquina e, se for muito grosso, eles são prensados e cola é pincelada nas lombadas - tanto a prensagem quanto a pincelada de cola são feitos manualmente - e ficam assim de um dia para o outro - por quê? Para que as folhas não se soltem na hora em que os cadernos forem colados à capa.

    Se o livro for relativamente fino (acho que até umas 200 páginas), a colagem é automática (uma máquina gigante - como tudo nas gráficas! - prende o livro com a lombada para baixo e faz com que a lombada passe por um "rio de cola" e então ela é colada à capa. Passam por uma esteira meio comprida para dar tempo de a cola secar e a capa não se soltar depois. No fim dessa esteira, o livro passa por um corte trilateral, quando os três lados, sem ser o da lombada, são cortados ("refilados"/"fazer o refile") e passam por uma verificação de qualidade.

    Por fim, os livros que passam pela verificação de qualidade geralmente são "shrinkados" (fazem o "shrink" individual) que nada mais é que envolver cada livro naquele plástico fino, para protegê-lo para transporte. Tudo isso é feito em uma máquina, automaticamente, pois são muitos muitos muitos livros, não tem como fazer isso manualmente e atender o prazo das editoras. Depois embalam cada x livros (acho que 10? ou talvez 20?) em embalagem kraft ("papel pardo"), para facilitar a entrega.

    Os livros que não passam pelo controle de qualidade são descartados (que desperdício!!) - cortam os livros ao meio na guilhotina e despacham para a reciclagem. Assim como os demais papéis sem produtos químicos. Os papéis com produtos químicos são enviados para empresas especiais que incineram e descartam os resíduos do jeito adequado.

    De um jeito bemmmm simplificado, é isso que acontece. Há vários detalhes entre uma etapa e outra, mas só indo visitar uma gráfica para entender - porque tem coisas que só dá para entender vendo, vivenciando.

    Também filmei algumas partes, mas os vídeos ficaram péssimos, por isso, nem vou colocar aqui.

    A visita à gráfica Yangraf na semana passada e a visita de hoje se complementaram. Hoje os pontos "negativos" foram: tinha muita gente (acho que umas 20 pessoas da turma), várias máquinas não estavam ativas (coladeira, guilhotina, máquina de costura, máquina de shrink) e, como o lugar estava muito barulhento (é normal, por causa das máquinas), quase não consegui ouvir o funcionário que foi o nosso guia lá dentro explicando. Na Yangraf, o Wagner foi meu guia exclusivo, ele explicou tudo com detalhes, fiz muitas perguntas, foi muito legal!

    Mas a visita valeu muito a pena para eu saber que existem vários tipos de gráficas e, dependendo do tipo de material, vale a pena investir em uma boa impressão. A Ipsis imprime muitos livros de fotografia e de arte - e os livros são maravilhosos!! Deve ser uma das melhores gráficas do país.


    Presentes que ganhamos da Ipsis: um caderno/agenda, dois lápis, a 7ª edição da ipsis (litteris, um catálogo criativo deles, com capa dura e "luva" (sabe quando o livro tem um tipo de "caixa" que envolve o livro, para não estragar logo? então, aquilo se chama "luva") que ganhou um prêmio! É muito bonito!

    Para terminar, gostaria de indicar o curso de Produção Gráfica Editorial, da Universidade do Livro/Editora Unesp, para amigos e colegas da área (mesmo para quem não trabalha como produtor gráfico ou coordenador de produção). Eu não pretendo ser produtora gráfica, pois meu barato ainda é o editorial, TEXTO, conteúdo, mas, para mim, é muito importante conhecer todo o processo para poder direcionar melhor as minhas decisões no futuro e conseguir prever o que pode dar errado. Dominar tudo sobre o que a gente faz profissionalmente deve ser uma das chaves para garantir a qualidade do produto final e minimizar as possibilidades de erro (que óbvio, né, Aline Naomi?!).

    Pra encerrar o post, já pensou se a Universidade do Livro tivesse essa fachada? :)




    Fachada da Kansas City Library, Kansas City, Missouri, Estados Unidos (via e-mail da tia Harumi :).

    Postado originalmente em 15/07/2011 aqui.

    A Fantástica Fábrica de Livros

    Amanhã vou conhecer uma das gráficas que imprime os livros lá da editora e estou feliz! :)

    Desde que li o livro do Pedro Bandeira, quando tinha uns 11 anos, fiquei fascinada e quis conhecer uma "fantástica fábrica de livros", agora, quase vinte anos depois, EU VOU! Além disso, também tenho o sonho de conhecer uma "fantástica fábrica de chocolates" (queria muito ter visitado a filial da Nestlé que fica em Caçapava, lá perto de São José!) e uma "fantástica fábrica de brinquedos" (brinquedos Estrela!).

    A edição que li tinha essa capa:


     A edição atual foi reilustrada (eu peguei amor pela capa anterior!):


    Também encontrei essa outra capa, mas não sei do que se trata:



    O livro foi idealizado pelos donos da Gráfica e Editora Hamburg, para comemorar os 21 anos da empresa. E o Pedro Bandeira conta a história encomendada de um jeito tão bacana! A personagem principal é a Laurinha, uma pré-adolescente de 12 anos (não sei se é 12, mas ela está na 6ª série), que chora, pois seu namorado a deixou para ficar com outra menina do colégio. Então ela vai para uma floresta onde Adriano fez um coração com as iniciais dos nomes deles (L e A) dentro, mas percebe que a árvore foi cortada. Ela fica indignada quando vê vários troncos, inclusive o "seucalipto", empilhados e então se inicia a contação de como é a produção de um livro - desde a fabricação do papel até o livro final. A parte editorial é bemmmm resumida e já não é a mesma que está no livro. Hoje em dia não se usa mais "fotolito", os livros são preparados pelos diagramadores em arquivos, que depois são enviados para a gráfica imprimir. Os escritores não entregam mais os originais DATILOGRAFADOS, mas em arquivos em Word, no qual os preparadores de texto trabalham. O arquivo preparado depois segue para o diagramador, que, em geral, diagrama em um outro programa o InDesign, insere fotos e ilustrações, dá uma cara de livro ao texto. E os ilustradores hoje em dia precisam dominar programas de computador que tenham a ver com o seu trabalho, pois não entregam mais as ilustrações no papel - precisam entregar em arquivo, vetorizados (salvos em arquivos leves e editáveis).

    Estou empolgada. Vou ver como é que ficou a produção gráfica 20 anos depois...

    Quem quiser ler o livro, é só clicar aqui. Disponibilizaram uma versão online grátis. Em duas horinhas já dá pra ler!

    Em O mistério da fábrica de livros, Laurinha quer contar a história de amor dela em um livro (e conhece o autor que pode escrever a história (o próprio Pedro Bandeira), ilustrador, editor, gerente de gráfica, todos os envolvidos na produção do livro) e quer que o livro seja impresso nas folhas de papel feitas com o "seucalipto", no fim, consegue. Não sabia, mas acabei de descobrir que o Pedro Bandeira acabou escrevendo o tal livro da Laurinha! =)


    Postado originalmente em 07/07/2011 aqui.

    Bakuman - Tsugumi Ohba e Takeshi Obata


    Esse mangá também foi o Sergio que me emprestou. Ele já tinha me falado várias vezes dele, mas eu só queria ler depois que a série tivesse terminado, quando eu pegaria todos os volumes emprestados para ler de uma vez, porque saberia que a história teria começo, meio e fim. O que me irrita nos mangás é que são serializados e a publicação pode ser interrompida a qualquer momento se não forem vendidos de acordo com a expectativa da editora. Aí tem que ficar caçando o restante na internet (se tiver a sorte de a publicação não ter sido interrompida no Japão também) em alguma língua que dê pra ler. Não tenho paciência.

    Mas, voltando a este mangá, comecei a ler e achei interessante. Pedi para o Sergio me emprestar todos os outros volumes que ele tem (ele disse que tem até o 10 - por enquanto, li até o 4).
    Vários argumentos no enredo são bobinhos, mas o que está prendendo a minha atenção são os bastidores de uma editora de mangás (a Shueisha, que realmente existe: http://www.shueisha.co.jp/english/, e que publicou esse mangá originalmente no Japão) - como funciona a hierarquia editorial e de que forma os profissionais envolvidos lidam com a seleção e comercialização do produto mangá, além da relação mangakás-editores. É bem interessante. Tem também algumas partes profundas, em que os protagonistas, apesar de muito jovens (no início da série, eles têm 14 anos), refletem sobre a vida e o futuro que desejam para si - diferente do que a maioria dos japoneses "razoáveis" esperam, ou seja, estudar bastante, entrar em bons colégios, ter um ótimo desempenho e entrar nas melhores faculdades e, depois, nas melhores empresas, para ter dinheiro e status (no mundo inteiro isso deve ser igual, mas no Japão parece ser um traço cultural muito forte e é esse o tipo de sucesso que os pais esperam dos filhos - do contrário, se eles frequentam colégios e universidades ruins, acho que a probabilidade de alcançar esse ideal de "sucesso" fica cada vez mais distante). Achei uma passagem surpreendente, quando um dos personagens pensa ou diz algo do tipo: "Se você não faz algo que tenha valor comercial, então não vale nada" - eu demorei bem mais para perceber isso. Aos 14 anos, eu não tinha noção de que se você não tem muito dinheiro e/ou se não produz algo que dê muito dinheiro, então não tem valor para a maior parte da sociedade.

    Bakuman é a história de dois meninos, Moritaka Mashiro e Akito Takagi, que sonham em virar mangakás (criadores de mangás). Takagi é roteirista e convida Mashiro para formar dupla com ele, já que o segundo desenha muito bem. Em princípio, Mashiro hesita, pois um tio seu morreu de tanto trabalhar como mangaká e ele não queria mais pensar nesse assunto. Takagi insiste tanto que ele acaba aceitando. O que mais motiva Mashiro a se tornar um mangaká de sucesso é a promessa que a garota de quem ele gosta, Miho Azuki, fez: quando os dois realizarem seus sonhos, eles podem se casar. O sonho de Azuki é se tornar dubladora e dublar a heroína do anime feito a partir do mangá que a dupla pretende escrever  - e esse mangá precisa fazer muito sucesso para virar anime! Essa é a "desculpa" que o roteirista do Bakuman, Tsugumi Ohba, usa para mostrar como funciona a "indústria" de mangás - ou pelo menos a minha impressão é essa. A arte é assinada por Takeshi Obata.

    Eu sei que talvez seja preconceito meu, mas não me animo a ler a maioria dos mangás, porque, pelo menos para mim, é bem claro que o mangá é muito mais um produto comercial do que cultural. Não importa se o roteiro é coerente, se mostra algo novo e interessante aos leitores, pode ser a coisa mais imbecil do mundo, mas, se as pessoas gostam e compram, se torna algo de grande valor. Em Bakuman, a expectativa de vendas é medido por uma enquete feita pela editora: só os mangás aprovados pelo público têm chances de continuar sendo publicados. Como a publicação é muito regulada pelo gosto (duvidoso) do público, então a criatividade e a genialidade dos mangakás não podem se manifestar livremente, estando sempre condicionadas às limitações e vontades do público-alvo. Não é triste isso?

    De qualquer forma, esse mangá está sendo bastante interessante do ponto de vista profissional. Dá para ter uma ideia de todo o processo de produção de um mangá, contratação de mangakás, como se desenvolve a carreira de um mangaká e de um editor de mangás, de que forma roteirista, ilustrador e editor trabalham juntos, a rivalidade entre os profissionais da área. E, apesar de o mote principal do roteiro não ser muito plausível (com 14 anos, quem pensa em prometer se casar com outra pessoa quando seus sonhos se realizarem?), o restante me interessa.
    Publicado originalmente em 08/07/2012 aqui.

    O que é Editora - Wolfgang Knapp



    Para quem se interessa pelo mundo editorial ou por publicação de livros, recomendo O que é editora, escrito pelo austríaco radicado no Brasil Wolfgang Knapp e publicado pela editora Brasiliense na coleção O que é.

    Apesar de a 2ª edição ter sido publicada em 1992, há mais de vinte anos, e algumas informações estarem desatualizadas ou incompletas (devido ao avanço tecnológico pelo qual a área editorial tem passado - tanto em relação a impressoras, gráficas quanto ao relativamente recente lançamento de livros eletrônicos), o livro vale muito a pena por apresentar características e procedimentos que a maioria das editoras ainda adota hoje.

    Dois pontos que mais me chamaram a atenção: um é o fato de o autor falar um pouco sobre o produção gráfica e o outro, sobre viabilidade financeira de publicação de livros. Em um determinado ponto, ele diz que o editor deve ter conhecimentos técnicos de produção gráfica, ou seja, conhecer tipos e formatos de papel e o processo de impressão das gráficas (coisa que o editor com quem trabalho sempre diz que preciso aprimorar, mas é um pouco difícil, pois não tenho essa vivência de visitar e acompanhar os procedimentos em gráficas - sei que em editoras maiores há uma pessoa só para cuidar da qualidade da impressão, que visita as gráficas fornecedoras e acompanha a impressão, mas não é o meu caso). Sobre a viabilidade financeira de publicação, lembrei de algumas pessoas que querem ser editoras e muito provavelmente nunca ouviram falar de "viabilidade financeira de publicação" e talvez nem saibam que isso é necessário para planejar melhor e minimizar os prejuízos em potencial. Uma dica que dou a essas pessoas é que elas precisam ler e se informar mais sobre o negócio que pretendem abrir (sim, porque, afinal de contas, uma editora é uma empresa, um negócio passível de ter lucros e prejuízos e que tem várias despesas).

    Procurei informações sobre o autor na internet, mas não encontrei. Não sei se ele ainda está vivo (na minibiografia está escrito que ele nasceu em 1933) e também não sei se ele escreveu mais livros sobre a área editorial. No livro também tem a informação de que ele queria ser agrônomo, mas, como a saúde não permitiu, estudou editoração e trabalhou como editor nos seguinte países: Alemanha, Áustria, França e Espanha, além de ter adquirido a própria editora no Brasil, a E.P.U. (Editora Pedagógica e Universitária) - pelo que pesquisei, a E.P.U. foi comprada pelo grupo GEN em 2011.
     
    Esquematicamente, a função do editor pode ser apresentada assim: Editar livros é uma atividade quase mais maluca que escrevê-los. O editor precisa de uma vasta bagagem cultural. Mas dificilmente será um acadêmico. Muito menos um especialista, a não ser como hobby. [...]

    O editor participa intensamente da vida cultural e intelectual. Incentiva a elaboração de manuscritos, a sistematização de ideias, a transformação de palpites em projetos. É um mensageiro entre produtos e consumidores de bens culturais.

    Com esse post, inauguro uma nova tag no blog, "livros sobre livros". Como comecei a ler livros sobre mercado e produção editorial, e livros sobre livros em geral, para escrever meu TCC, aos poucos vou postando dicas dos livros mais interessantes. Quando terminar meu TCC, postarei a bibliografia completa.
    Publicado originalmente em 15/09/2013 aqui.